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Jornalista Débora Bergamasco confronta Flávio Bolsonaro na CNN e diz que ele foi 'pego na mentira'

A entrevista abordava as novas revelações do Intercept sobre contrato ligado ao filme Dark Horse e contestou versão de Flávio Bolsonaro. Vídeo

Jornalistas da CNN e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - A jornalista Débora Bergamasco confrontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao vivo na CNN Brasil ao contestar uma declaração dele sobre Eduardo Bolsonaro e o filme Dark Horse, produção relacionada a Jair Bolsonaro. O parlamentar teria negociado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, um financiamento de R$ 134 milhões para o filme "Dark Horse", uma biografia de Jair Bolsonaro (PL).

A entrevista também ganhou repercussão em um contexto no qual o Intercept também divulgou uma reportagem apontando que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou diretamente da produção-executiva do filme.

No trecho divulgado, Flávio Bolsonaro afirmou que Eduardo “não tinha nada a ver com isso”. A declaração foi confrontada por Débora Bergamasco após a repercussão de reportagem atribuída ao The Intercept Brasil, segundo a qual um contrato daria a Eduardo Bolsonaro acesso ao dinheiro do filme Dark Horse, financiado por Daniel Vorcaro. Veículos que repercutiram a apuração também afirmaram que Eduardo teria assinado digitalmente um contrato como produtor-executivo da obra em 30 de janeiro de 2024. .

A fala de Débora Bergamasco

Durante o debate, Débora Bergamasco citou a ideia de verdade, frequentemente usada por Flávio Bolsonaro, e afirmou de forma direta:

“O senhor fala muito: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará... desculpa falar assim o português bem claro, mas o senhor foi pego na mentira, né?”.

A frase ganhou forte repercussão nas redes sociais por ter sido dita ao vivo e em tom direto, durante uma discussão sobre a versão apresentada por Flávio Bolsonaro a respeito da participação de Eduardo no caso.

Reportagem sobre Dark Horse ampliou pressão

A controvérsia envolve o filme Dark Horse, produção sobre Jair Bolsonaro. Segundo a repercussão da reportagem do The Intercept Brasil, Eduardo Bolsonaro teria tido participação formal no projeto e acesso a informações financeiras da obra, o que contraria a versão de que ele não teria relação com o filme.

De acordo com publicações que citaram a apuração, o documento colocaria Eduardo Bolsonaro e Mario Frias como produtores-executivos com atribuições relacionadas ao orçamento e à captação do filme. A informação também foi apresentada como um contraponto a declarações anteriores de Eduardo, que negou ter relação com a produção. .

Repercussão nas redes

A publicação de Julio Freiress no X classificou o momento como “grandona” e destacou a reação da bancada diante da fala de Débora Bergamasco. O post também afirmou que a revelação do contrato “desmente Eduardo”, ao sustentar que o documento indicaria vínculo dele com o filme.

Nas redes, o episódio passou a circular como mais um capítulo da crise envolvendo o entorno de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse. A repercussão cresceu principalmente porque a fala da jornalista ocorreu em transmissão televisiva, diante do próprio Flávio Bolsonaro.

Caso atinge narrativa de Flávio Bolsonaro

A cobrança feita por Débora Bergamasco colocou em evidência a contradição entre a fala de Flávio Bolsonaro na CNN Brasil e as informações divulgadas sobre o contrato ligado ao filme. O ponto central do embate foi a tentativa de negar a participação de Eduardo Bolsonaro no caso, enquanto a reportagem atribuída ao The Intercept Brasil apontava documentação em sentido contrário.

A discussão sobre Dark Horse segue no centro do debate político após a divulgação de informações sobre o financiamento da obra e o papel atribuído a integrantes da família Bolsonaro no projeto.


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