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Eduardo Bolsonaro admite que recebeu reembolso de US$ 50 mil por filme sobre Jair Bolsonaro

Ex-deputado afirma que investiu US$ 50 mil e que recebeu o dinheiro de volta; filme teria recebido R$ 61 milhões de fundos ligados a Daniel Vorcaro

Eduardo Bolsonaro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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247 - O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negou participação como produtor-executivo de um filme sobre Jair Bolsonaro (PL) e rejeitou qualquer relação financeira com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que investiu US$ 50 mil no projeto audiovisual nos Estados Unidos, mas disse ter recebido posteriormente o valor de volta. Ele também negou que a operação tenha passado por fundos de investimento mencionados em reportagem do site The Intercept Brasil.

“Recebi de volta o dinheiro investido, referente ao contrato com a produtora, mas essa transação não passou pelo fundo de investimento. A afirmação de que Eduardo Bolsonaro é financiado por Daniel Vorcaro é falsa”, declarou.

Contrato com diretor de Hollywood

No vídeo, Eduardo Bolsonaro explicou que o investimento tinha como finalidade assegurar a permanência de um diretor de Hollywood responsável pelo desenvolvimento inicial do projeto.

“Investi US$ 50 mil nos Estados Unidos. O objetivo era garantir um contrato com um diretor de Hollywood, para que ele pudesse elaborar o roteiro e dar início ao projeto. Esse contrato permitiu manter o diretor por dois anos, assumindo eu, pessoalmente, todos os riscos”, afirmou. Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado.

O ex-deputado também relatou que, ao fim do contrato, surgiu a oportunidade de atrair novos investidores para o filme. “Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor, que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”, disse.

Mudança na estrutura do projeto

Segundo Eduardo Bolsonaro, a chegada de investidores provocou uma reestruturação na produção do longa-metragem. Ele afirmou que deixou a função executiva após a mudança no modelo financeiro do projeto.

“Com a reestruturação da operação, que passou a envolver fundos de investimento, deixei a função de diretor-executivo, mantendo-me como detentor dos direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme. Desta forma, não haveria a necessidade de qualquer ação judicial posterior da minha parte”, declarou.

Reportagem cita pagamentos milionários

A reportagem do Intercept Brasil revelou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando pagamentos relacionados ao projeto audiovisual. De acordo com a publicação, o banqueiro Daniel Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões. As informações também foram confirmadas pela TV Globo.

Documentos obtidos pela reportagem indicam que um contrato de produção foi assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em 30 de janeiro de 2024. O parlamentar aparece ao lado do deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtor-executivo do filme.

O contrato cita a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como responsável pela produção do longa.

Documento previa busca por financiamento

Trechos do contrato publicados pelo Intercept Brasil apontam que os produtores-executivos deveriam atuar no desenvolvimento estratégico do projeto, incluindo questões ligadas ao financiamento.

Entre as atribuições previstas estavam “o envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.

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