"Lavanderia de dinheiro", diz Gleisi após novas revelações sobre ligação da família Bolsonaro com filme "Dark Horse"
Conforme destacou a pré-candidata ao Senado, as novas revelações expõem a ligação entre Banco Master, Daniel Vorcaro e políticos bolsonaristas
247 - Pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou nesta sexta-feira (15), pela rede social X, que a família Bolsonaro montou uma “lavanderia de dinheiro” ao comentar as revelações sobre a atuação direta do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na parte financeira para o filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro.
A nova frente do caso ganhou força um dia após vir a público a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o financiamento de US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões à época, para a produção do longa.
“O Banco Master era mesmo o banco da família Bolsonaro e de seus cúmplices, confirmam as novas revelações do Intercept”, escreveu a ex-ministra. Na avaliação da petista, o caso envolve repasses internacionais, atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e emendas destinadas por parlamentares da bancada bolsonarista. Ela citou nominalmente o deputado Mario Frias, o deputado Marcel van Hattem e outros aliados do grupo político.
“Os milhões de dólares que Flávio recebeu do ‘irmão Vorcaro’ iam diretamente para um fundo do irmão Eduardo lá nos EUA. E que também recebeu milhões em emendas de Mario Frias, Van Haten e outros da bancada bolsonarista, por meio de uma empresa brasileira que tinha contratos de pai pra filho com a prefeitura bolsonarista de São Paulo”, afirmou.
As declarações de Gleisi ocorrem em meio à repercussão das revelações sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme apresentado como uma biografia de Jair Bolsonaro. O caso envolve a atuação de Flávio Bolsonaro na negociação com Daniel Vorcaro e, agora, a suposta participação de Eduardo Bolsonaro na engrenagem financeira ligada ao projeto.
A ministra também criticou a tentativa de transferir a responsabilidade política pelo caso aos órgãos que investigaram e adotaram medidas contra o Banco Master. Para Gleisi, o escândalo recai sobre os envolvidos nas negociações, e não sobre as instituições que apuraram o caso.
“Tudo em família e tudo com jeito de lavanderia de dinheiro... E ainda têm a cara de pau de querer jogar esse escândalo no colo de quem investigou, prendeu e liquidou o Master”, acrescentou Gleisi.
A fala da ministra amplia a pressão política sobre o núcleo bolsonarista depois das novas revelações do Intercept Brasil. O caso colocou no centro do debate a relação entre Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o financiamento milionário de uma obra audiovisual sobre Jair Bolsonaro.



