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Reinaldo Azevedo contesta Datafolha e aponta Moraes como ministro melhor avaliado do STF

Jornalista questiona metodologia do Datafolha e afirma que Alexandre de Moraes lidera aprovação quando se considera o total da amostra

Brasília (DF), 02/02/2026 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Análise do jornalista Reinaldo Azevedo sustenta que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é, na prática, o mais bem avaliado entre os integrantes da Corte, contrariando o ranking divulgado pelo Datafolha. Segundo o colunista, a metodologia utilizada pelo instituto distorce os resultados ao desconsiderar parte relevante da amostra. A avaliação foi publicada no Metrópoles.

Azevedo argumenta que o Datafolha adotou um critério considerado arbitrário ao calcular o desempenho dos ministros, subtraindo o percentual de avaliações negativas (“ruim/péssimo”) do índice de avaliações positivas (“ótimo/bom”). Para ele, esse método ignora a categoria “regular”, que não representa reprovação, e, além disso, limita a análise apenas aos entrevistados que afirmam conhecer os ministros.

O jornalista propõe uma releitura dos dados com base no conjunto total dos entrevistados, incluindo aqueles que não conhecem os integrantes do STF. A partir desse cálculo, Moraes aparece com 29,37% de avaliações positivas, à frente de Cármen Lúcia, com 28,56%, e de André Mendonça, que registra 16,38%.

Ao detalhar o raciocínio, Azevedo explica: “Vamos pegar a base 100 para facilitar os percentuais? Moraes é desconhecido por 11% (11 pessoas) e conhecido por 89% (89 pessoas). Nesse grupo das 89, ele é considerado ótimo/bom por 33%: 29,37 pessoas (29,37%) do total dos entrevistados”. Com isso, ele demonstra que, ao incluir toda a amostra, Moraes lidera em aprovação.

O colunista também critica o fato de o índice criado pelo Datafolha eliminar o peso das avaliações “regulares”, que representam uma parcela significativa da opinião pública. Para ele, essa exclusão compromete a leitura do desempenho dos ministros e favorece interpretações distorcidas.

Além da discussão metodológica, Azevedo observa que Moraes concentra simultaneamente altos índices de aprovação e rejeição, o que atribui à sua atuação em temas de grande repercussão nacional, como as investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. “É o homem que encarnou e simbolizou o enfrentamento do golpismo. E isso o indispõe, de saída, com quase metade do eleitorado”, afirma.

Ainda assim, o jornalista relativiza o peso da rejeição ao ministro. “Rejeitam-no, de verdade, apenas 36,49% de cada 100 pessoas. É quase um milagre nestes tempos”, escreve, ao destacar o contexto de polarização política no país.

Na leitura de Azevedo, a liderança atribuída a André Mendonça pelo Datafolha decorre diretamente da metodologia adotada, e não de uma avaliação mais ampla da opinião pública. Ele também menciona que o menor nível de conhecimento sobre alguns ministros influencia os resultados, o que reforça a necessidade de considerar toda a base de entrevistados.

A análise conclui que, ao reavaliar os dados com critérios mais abrangentes, Moraes desponta como o ministro com maior índice de aprovação geral, contrariando a interpretação inicial divulgada a partir da pesquisa.

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