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"A lei deve seguir seu curso", diz Rei Charles III após prisão do ex-príncipe Andrew

Monarca britânico afirma ter recebido notícia com “profunda preocupação” e reforça apoio às investigações conduzidas pela polícia do Reino Unido

Rei Charles III (Foto: Reuters)

247 - O rei Charles III afirmou que recebeu com “profunda preocupação” a notícia sobre a prisão do ex-príncipe Andrew, em meio a uma investigação policial no Reino Unido, mas enfatizou que “a lei deve seguir o seu curso” diante das acusações e do processo em andamento, segundo comunicado oficial à imprensa do Palácio de Buckingham nesta quinta-feira (19).

Em um pronunciamento divulgado pela Casa Real britânica, Charles afirmou que a situação envolvendo seu irmão Andrew Mountbatten-Windsor — preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público — precisa ser tratada com rigor pelas autoridades competentes. “Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes... Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso”, declarou o monarca.

A fala de Charles III ocorreu em meio a uma visita oficial à cidade de Clitheroe, no norte da Inglaterra, onde também foi abordado por membros do público. Durante o evento, enquanto cumprimentava apoiadores, um homem na multidão o questionou sobre o envolvimento de Andrew com o caso Epstein. “Charles, há quanto tempo você sabe sobre Andrew e Epstein?”, gritou o homem, antes de ser interrompido por outras pessoas presentes.

O ex-príncipe Andrew foi detido em sua residência nesta quinta-feira pela polícia do Reino Unido, segundo informou a rede britânica BBC. A corporação da Vale do Tâmisa confirmou a prisão de um homem na casa dos 60 anos sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público após uma “avaliação minuciosa”, mantendo o indivíduo em custódia, mas sem citar explicitamente o nome de Andrew para preservar a identidade do suspeito.

De acordo com a BBC, se o ex-príncipe for considerado culpado de má conduta no exercício de cargo público, ele pode enfrentar pena de prisão perpétua. Além disso, Andrew enfrenta acusações de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha no caso relacionado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, quando ela ainda era menor de idade. Andrew Mountbatten-Windsor negou todas as acusações, tanto as de fornecer relatórios confidenciais a Epstein quanto as de agressão sexual.

Virginia Giuffre, cuja família afirmou que ela morreu por suicídio na Austrália em 25 de abril de 2025 aos 41 anos, havia sido uma figura central na acusação contra o ex-príncipe, mas sua morte acrescenta complexidade ao caso que agora segue sob análise judicial.

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