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Ex-príncipe Andrew é o 1º membro sênior da realeza a ser preso no Reino Unido

Operação ocorre após e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA indicarem envio de relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor (Foto: Reuters/Toby Melville)

247 - O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) no Reino Unido e se tornou o primeiro membro sênior da família real britânica na história moderna a ser detido pela polícia. Ele está sob custódia após ser preso sob suspeita de má conduta em cargo público, segundo o jornal britânico The Guardian.

A operação policial foi desencadeada após a divulgação de e-mails pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que indicam que o ex-duque teria compartilhado relatórios confidenciais relacionados a visitas oficiais a Hong Kong, Vietnã e Singapura com o bilionário Jeffrey Epstein, figura central de um escândalo internacional de tráfico sexual de menores.

O Guardian relata que um dos e-mails, datado de novembro de 2010, parece ter sido encaminhado por Andrew apenas cinco minutos depois de ter sido enviado por seu então assessor especial, Amir Patel. Em outra mensagem, enviada na véspera de Natal de 2010, um indivíduo teria repassado a Epstein um relatório confidencial sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão.

A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou que está conduzindo buscas em endereços localizados em Berkshire e Norfolk como parte da investigação em andamento. Em comunicado oficial, as autoridades informaram:

"Como parte da investigação, prendemos hoje (19/2) um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk. O homem permanece sob custódia policial neste momento. Não divulgaremos o nome do homem detido, conforme as diretrizes nacionais. Lembramos também que este caso está em andamento, portanto, qualquer publicação deve ser feita com cautela para evitar desacato ao tribunal".

O chefe de polícia adjunto Oliver Wright afirmou que a investigação foi aberta após uma análise detalhada das alegações. "Após uma avaliação minuciosa, abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público", declarou.

Ele acrescentou que as autoridades buscam preservar a imparcialidade do processo. "É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com os nossos parceiros para investigar este alegado crime", disse Wright.

O policial também reconheceu a repercussão pública do caso e indicou que novas informações poderão ser divulgadas. "Compreendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno."

Segundo o Guardian, o ex-príncipe já havia negado de forma veemente qualquer irregularidade envolvendo Jeffrey Epstein, mas a investigação segue avançando e amplia a crise que envolve o antigo integrante da realeza britânica, agora oficialmente sob custódia policial no Reino Unido.

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