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Ataques de Israel matam 17 palestinos, incluindo mulheres e crianças, na Faixa de Gaza

Bombardeios aéreos atingiram bairros e áreas civis do norte e do sul do território

Um campo no lado israelense da fronteira entre Israel e Gaza, no sul de Israel, em 21 de janeiro de 2026. A destruição em Gaza pode ser vista ao fundo (Foto: REUTERS/Amir Cohen)

247 - Ataques israelenses atingiram a Faixa de Gaza nesta quarta-feira (4) e deixaram ao menos 17 mortos, segundo a Defesa Civil Palestina. Mulheres e crianças contam entre as vítimas da agressão e se somam ao grande número de óbitos causados pelo genocídio de Israel contra a população de Gaza desde 2023. As mortes ocorreram em diferentes bairros e regiões ao sul do território. As informações são da RFI.

Os ataques aéreos israelenses atingiram o enclave palestino ao longo da manhã, nos bairros de Tuffah e Zeitoun, a leste da Cidade de Gaza, próximos à Linha Verde, que separa a área controlada pelo Hamas da zona sob controle israelense. Bombardeios também atingiram casas, tendas e campos de deslocados internos em áreas ao sul de Khan Younis e nas proximidades de Rafah.

Hospitais enfrentam situação crítica com escassez de recursos

Na parte norte da Faixa de Gaza, 14 pessoas morreram e dezenas de feridos foram levados ao Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza. O diretor da unidade, Mohammed Abu Salmiya, afirmou que a situação nos hospitais do território é crítica. "Uma situação extremamente difícil nos hospitais do território, devido à grave escassez de medicamentos e equipamentos", declarou.

Outros três corpos foram encaminhados ao Hospital Nasser, em Khan Younis, após ataques aéreos atingirem tendas e casas na região sul do enclave, conforme informou a Defesa Civil Palestina. Os bombardeios ocorreram enquanto um cessar-fogo deveria estar em vigor na Faixa de Gaza, em meio ao genocídio que tem resultado no assassinato de civis, incluindo mulheres e crianças palestinas.

Reabertura de passagem permite saída de feridos e retorno de palestinos

Os ataques aconteceram dois dias após a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, em ambas as direções, na segunda-feira (2). A medida permitiu a retirada de doentes e feridos para o território egípcio e possibilitou que alguns palestinos retornassem ao enclave.

Rotana Atya Al Reqeb, que havia deixado Gaza há 11 meses para acompanhar a mãe em tratamento cardíaco no Egito, relatou à RFI as dificuldades enfrentadas para retornar. "Durou três horas... do lado palestino. A embaixada palestina falou comigo e me interrogou; carimbaram nossos passaportes e depois fomos levados para o exército israelense", disse. Segundo ela, o grupo foi algemado e teve os olhos vendados antes de ser submetido a interrogatórios.

Fluxo de pessoas na fronteira permanece limitado

Autoridades israelenses e egípcias informaram que até 150 pessoas poderiam deixar Gaza diariamente e que 50 palestinos que saíram durante a guerra poderiam retornar ao território. Os números, no entanto, permanecem limitados diante da grave situação humanitária no enclave.

Mesmo com as mortes de civis na ação, o exército de Israel afirmou que realizou os ataques em resposta a disparos contra seus soldados na parte norte da Faixa de Gaza, informando que um oficial ficou gravemente ferido. Segundo as forças israelenses, as operações envolveram aeronaves e veículos blindados e foram descritas como ataques "de precisão".

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