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Catar nega mediação direta entre EUA e Irã e defende saída diplomática

País afirma manter diálogo com Washington enquanto Teerã desmente negociações citadas por Trump

Majed Al Ansari (Foto: REUTERS/Imad Creidi)

247 - O Catar afirmou nesta terça-feira (24) que não atua como mediador direto entre os Estados Unidos e o Irã, mas declarou apoio a iniciativas diplomáticas para conter a escalada militar no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Majed Al-Ansari, durante coletiva em Doha. As informações são da CNN Brasil.

Segundo o porta-voz, o governo do Catar mantém contato com Washington em busca de uma solução para o conflito. A posição ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira (23) que houve conversas com o Irã e que existiriam "pontos importantes de acordo". O governo iraniano, por sua vez, negou qualquer negociação.

Contato diplomático

Al-Ansari declarou que o Catar mantém interlocução com a administração estadunidense e acompanha os desdobramentos da guerra. "Estamos em contato próximo com a administração dos EUA sobre isso", afirmou. Ele acrescentou que o objetivo é buscar alternativas para reduzir as tensões e evitar novos ataques.

O porta-voz afirma que os Estados Unidos decidiram pela via militar com base em critérios ligados à segurança regional. O representante catariano também afirmou que o país trabalha para promover a redução do conflito. "Estamos trabalhando muito próximos para buscar uma forma de desescalada, encontrar uma saída para a crise e impedir ataques aos nossos países", declarou.

Esforços internacionais

Outros países, como Egito, Paquistão e Turquia, também participam de iniciativas voltadas à diminuição das tensões na região, em meio às agressões dos EUA e Israel ao Irã. Al-Ansari alertou para os riscos de agravamento do cenário. "Temos dito desde 2023 que uma escalada sem controle na região levará não apenas a um efeito dominó regional, mas a uma guerra total que nos envolverá a todos", afirmou.

O conflito tem impactado o fornecimento global de energia, em meio à intensificação das ações militares e ao aumento da instabilidade no Oriente Médio.

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