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Chanceler do Irã afirma que os EUA devem cumprir compromisso de incluir Líbano no cessar-fogo

Abbas Araghchi enfatizou a necessidade de que o acordo seja respeitado de forma integral; o território libanês tem sido alvo de agressões israelenses

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS )

247 - O governo do Irã cobrou que os Estados Unidos cumpram o compromisso de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo firmado entre os dois países. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (10), a partir de declarações do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em conversa com o embaixador do Irã em Beirute, Mohammad Reza Rauf Sheibani.

Segundo a RT Brasil, Araghchi enfatizou a necessidade de que o acordo seja respeitado em sua integralidade, incluindo o território libanês no entendimento da trégua. Durante a conversa telefônica, o embaixador apresentou um relatório sobre a situação no Líbano e detalhou agressões recentes executadas por Israel na região.

Cessar-fogo e divergências sobre alcance

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo na terça-feira (7) para um cessar-fogo de duas semanas, após 39 dias consecutivos de hostilidades. No entanto, há divergências sobre o alcance do entendimento. O primeiro-ministro do Paquistão e mediador do acordo, Shehbaz Sharif, afirmou que o cessar-fogo incluiria o Líbano. Já o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou essa versão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que o país árabe estaria excluído do acordo. Poucas horas após o anúncio do cessar-fogo, as Forças de Defesa de Israel realizaram o que foi descrito como o maior ataque ao sul do Líbano e à capital Beirute desde o início da guerra.

Na quinta-feira (9), Netanyahu determinou o início de negociações com o Líbano “o mais rápido possível”, segundo a imprensa israelense. Em meio à escalada, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz foi interrompido novamente por forças iranianas em resposta aos ataques ao Líbano. A ação foi acompanhada de advertências da Guarda Revolucionária de uma possível “resposta esmagadora” contra Estados Unidos e Israel, declaração que também foi reforçada pelo movimento Houthi, do Iêmen.

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