China critica medida dos EUA contra empresas de tecnologia e manifesta "profunda insatisfação"
Nova lista do Pentágono abrange companhias ligadas a setores estratégicos da economia chinesa
247 - A China manifestou insatisfação com a decisão dos Estados Unidos de ampliar a lista do Departamento de Defesa que reúne empresas consideradas pelo governo estadunidense como colaboradoras das forças armadas chinesas. Segundo a CNN Brasil, o Ministério do Comércio do país asiático afirmou que a inclusão de novas companhias na relação do Pentágono é motivo de forte oposição por parte de Pequim.
Entre as empresas adicionadas estão algumas das maiores companhias de tecnologia do país, como Alibaba, Baidu, BYD e NIO. O Ministério das Relações Exteriores chinês também demonstrou preocupação com a atualização da lista, que passou a abranger um grupo ainda maior de empresas consideradas estratégicas para o desenvolvimento industrial e militar da China.
Além das companhias de tecnologia e do setor automotivo, a relação inclui as fabricantes de painéis solares Trina Solar e JA Solar Technology, apontadas como líderes globais do segmento. Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês declarou: "A China está profundamente insatisfeita e se opõe firmemente a isso".
A pasta também cobrou a reversão da decisão por parte de Washington. Segundo o comunicado, "a China pede aos Estados Unidos que parem imediatamente as práticas errôneas, revoguem imediatamente as medidas relevantes e retornem ao caminho correto de construir uma relação estratégica, construtiva e estável entre a China e os Estados Unidos".
Pequim ainda advertiu que poderá responder à iniciativa caso as empresas chinesas não recebam tratamento considerado adequado pelas autoridades do país. De acordo com o ministério, a China "inevitavelmente retaliará com firmeza e força".
A atualização da lista foi anunciada cerca de um mês após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Segundo o governo chinês, a decisão do Pentágono "ignorou o consenso" alcançado entre os dois líderes durante as negociações que preservaram a trégua na guerra comercial.
Pela legislação estadunidense, o Departamento de Defesa ficará impedido, a partir de 2027, de contratar diretamente empresas incluídas na lista ou adquirir seus produtos e serviços por intermédio de terceiros.


