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China reage após ameaças dos EUA sobre Estreito de Ormuz e alerta para impacto na segurança e no comércio internacional

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou a necessidade de evitar uma escalada no conflito

Vista aérea da costa iraniana e do porto de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, em 10 de dezembro de 2023 (Foto: REUTERS/Stringer)

247 - A China pediu calma e moderação às partes envolvidas nas tensões no Oriente Médio nesta segunda-feira (13), após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de bloquear o Estreito de Ormuz. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, é necessário evitar uma escalada no conflito. "Todas as partes devem manter a calma e agir com moderação", afirmou segundo o Global Times.

De acordo com a RT Brasil, Pequim também sinalizou disposição para atuar diplomaticamente. "A China está disposta a continuar desempenhando um papel positivo e construtivo", disse o porta-voz. Guo Jiakun indicou que a origem das tensões está no conflito envolvendo o Irã e defendeu uma solução imediata. "Alcançar um cessar-fogo e pôr fim às hostilidades o mais rápido possível" é o caminho, declarou.

O representante ressaltou ainda a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global. "Manter a segurança, a estabilidade e a livre circulação na região beneficia os interesses comuns da comunidade internacional", afirmou. A manifestação chinesa ocorre após Trump anunciar que a Marinha dos Estados Unidos poderá interceptar embarcações que paguem pedágio ao Irã para atravessar a região.

Também nesta segunda-feira (13), o Irã reagiu às declarações dos Estados Unidos. O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que a segurança marítima poderá ser comprometida caso haja ações contra o país. "A segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é para todos ou para ninguém", declarou.

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