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Petróleo dispara acima de US$ 100 após anúncio dos EUA de bloqueio naval contra o Irã

Alta do petróleo reflete fracasso nas negociações e impacto no Estreito de Ormuz

Miniaturasmodelos impressos em 3D de bombas de petróleo, bandeira do Irã e gráfico de alta da bolsa (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

247 - O petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril após a ameaça dos EUA de bloqueio naval do Irã e o fracasso nas negociações entre os dois países, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio.

Segundo informações publicadas pelo G1, com base em dados do mercado e relatos de autoridades, o barril do Brent, referência internacional, avançava 6,80% por volta das 19h, alcançando US$ 101,93, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subia 7,98%, sendo negociado a US$ 104,27.

As negociações entre os EUA e o Irã ocorreram no sábado (11) em Islamabad, no Paquistão, em reuniões classificadas como de “alto nível”, que se estenderam por 21 horas. Apesar do esforço diplomático, não houve avanço para um acordo de paz duradouro.

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que manteve contato constante com o presidente Donald Trump e outros integrantes do governo durante as conversas. Segundo ele, Washington exige garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares nem meios para obtê-las rapidamente.

Vance também declarou que os Estados Unidos pretendem interceptar embarcações comerciais que tenham pago taxas ao governo iraniano para operar na região, inclusive em águas internacionais. Na prática, a medida busca interromper o escoamento de cerca de 2 milhões de barris diários de petróleo iraniano que ainda transitam pelo estreito, conforme estimativas citadas pela Bloomberg.

Pressão sobre o fluxo marítimo

A instabilidade política e os bloqueios na região têm afetado diretamente o transporte marítimo. O fluxo de navios no Estreito de Ormuz permaneceu reduzido no domingo, com muitas empresas evitando operar na área devido ao risco elevado.

Embora tenha havido sinais pontuais de melhora, como a passagem de três superpetroleiros não iranianos nos últimos dias, o tráfego segue muito abaixo dos níveis habituais. Mesmo após um cessar-fogo considerado frágil na semana anterior, que chegou a permitir uma leve retomada, a situação voltou a se deteriorar com o fracasso das negociações.

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