Declarações de Trump são "a própria definição de recuo", afirma representante do líder supremo do Irã
Saeed Jalili apontou mudança no discurso de mandatário estadunidense em meio a pressão iraniana no contexto da escalada militar no Oriente Médio
247 - O representante do líder supremo iraniano no Secretariado do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Saeed Jalili, afirmou nesta terça-feira (24) que as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicam uma mudança de postura de Washington. Segundo Jalili, as falas do mandatário estadunidense representam um recuo diante da pressão exercida pelo Irã no contexto da escalada militar no Oriente Médio. As informações são da RT Brasil.
Em publicação nas redes sociais, ele apontou mudanças no discurso do governo dos EUA sobre o estreito de Ormuz. "Primeiro disseram: 'O Estreito de Ormuz deve ser aberto'", escreveu. Depois, acrescentou que os EUA passaram a dizer: "Estou pronto para administrar isso em conjunto com o Irã". Para o dirigente iraniano, essa alteração representa "a própria definição de recuo".
Jalili afirmou ainda que "o poder do Irã forçou os Estados Unidos a aceitar a realidade". Na mesma publicação, utilizou a expressão "TACOTrump", definida como "Trump sempre se acovarda".
Escalada militar no Oriente Médio
O conflito se intensificou após as agressões realizadas em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã, atingindo áreas da capital, Teerã. Durante os bombardeios, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi assassinado, assim como outros integrantes do alto escalão do país.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e bases dos Estados Unidos na região, no âmbito da operação "Promessa Verdadeira 4". O conflito também se estendeu ao Líbano após o fim do cessar-fogo com Israel em 2 de março.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, foi anunciado em 8 de março. Ele prometeu retaliar as mortes causadas pelos ataques. Até o momento, mais de 1.500 pessoas morreram no Irã, enquanto o Líbano registra mais de mil vítimas fatais.
Os Estados Unidos contabilizam 13 militares mortos, e Israel informou ao menos 18 mortes. Em meio à crise, o Irã bloqueou o estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, restringindo a passagem de embarcações consideradas inimigas.


