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Em discurso sobre o Estado da União, Trump apresenta justificativas para possível ataque ao Irã

Presidente dos Estados Unidos afirma que não permitirá que Teerã tenha arma nuclear e cita ameaças à segurança americana

Trump discursa nos Estados Unidos (Foto: Reuters)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu primeiro discurso sobre o Estado da União no segundo mandato para defender a possibilidade de um ataque ao Irã, ao afirmar que não permitirá que o país obtenha uma arma nuclear. A declaração foi feita na noite de terça-feira (24), durante sessão conjunta do Congresso, no Capitólio, em Washington.

Segundo a Reuters, apesar de mobilizar uma força militar significativa na região, Trump apresentou apenas brevemente ao público os argumentos que poderiam justificar uma ação mais agressiva contra a República Islâmica, a mais intensa desde a revolução iraniana de 1979.

Ao longo do discurso, o presidente acusou Teerã de apoiar grupos militantes e de representar uma ameaça direta aos Estados Unidos. “O regime (iraniano) e seus representantes assassinos não espalharam nada além de terrorismo, morte e ódio”, afirmou cerca de 90 minutos após o início da fala anual ao Congresso.

Trump também declarou que o Irã reiniciou seu programa nuclear e estaria desenvolvendo mísseis que “em breve” poderiam alcançar o território americano. Além disso, responsabilizou o governo iraniano por ataques com explosivos improvisados que teriam matado militares e civis dos Estados Unidos. 

Em outro trecho, o presidente reiterou a frustração com a ausência de avanços nas negociações diplomáticas. “Eles querem fazer um acordo, mas não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’”, declarou. O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins exclusivamente civis, voltados à produção de energia.

Trump também criticou o governo iraniano pelas mortes durante recentes manifestações antigovernamentais, citando que 32 mil pessoas teriam sido mortas, número superior às estimativas públicas mais difundidas.

Horas antes do discurso, o secretário de Estado Marco Rubio realizou uma reunião informativa sobre o Irã com o chamado “Grupo dos Oito” do Congresso, composto pelas lideranças da Câmara e do Senado e pelos chefes dos comitês de inteligência das duas Casas.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, defendeu maior transparência sobre eventuais ações militares. “Antes de mais nada, se eles querem fazer algo no Irã — e quem sabe o que é — deveriam tornar isso público e discutir com o público, e não manter em segredo. Quando você faz essas operações militares em segredo, isso sempre causa guerras mais longas, tragédia, mais gastos e erro(s)”, afirmou em entrevista coletiva pouco antes da sessão confidencial.

Pesquisas de opinião indicam cautela da população americana em relação a novos conflitos externos. Levantamento Reuters/Ipsos realizado em janeiro apontou que 69% dos entrevistados concordaram que os Estados Unidos só devem usar as Forças Armadas diante de ameaça direta e iminente, enquanto 18% discordaram.

No ano passado, Trump ordenou ataques contra o Irã e afirmou, em julho, que as instalações nucleares do país haviam sido “obliteradas”. Mais recentemente, integrantes de seu governo disseram que Teerã estaria próximo de obter capacidade para produzir bombas nucleares.

No pronunciamento desta terça-feira, o presidente voltou a abordar o tema. “Eles (os líderes do Irã) querem começar tudo de novo e estão, neste momento, novamente perseguindo suas ambições sinistras”, declarou.

Ao final, Trump afirmou que prefere buscar soluções diplomáticas, mas reiterou disposição para agir. “Como presidente, farei a paz onde puder, mas nunca hesitarei em confrontar ameaças à América onde for necessário”, concluiu.

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