AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > Mundo

Autoridades dos EUA discutem no Congresso possível ataque iminente ao Irã

Marco Rubio e diretor da CIA detalham cenário, ampliação do contingente e dos gastos militares com líderes do Legislativo

Mapa mostra o Estreito de Hormuz e o Irã atrás de uma miniatura impressa em 3D do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta ilustração 22/06/2025 REUTERS/Dado Ruvic (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

247 - Autoridades do governo dos Estados Unidos apresentaram a parlamentares de alto escalão um panorama atualizado sobre o Irã, em meio ao aumento expressivo da presença militar estadunidense no Oriente Médio, o que elevou o temor de um conflito iminente na região. O movimento ocorre diante de questionamentos crescentes no Congresso sobre os objetivos estratégicos da Casa Branca.

De acordo com a Bloomberg, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, participaram de uma reunião com integrantes do chamado Grupo dos Oito, colegiado formado por líderes republicanos e democratas das comissões de inteligência da Câmara e do Senado, além dos chefes da maioria e da minoria nas duas Casas.

Pressão por esclarecimentos

Após o encontro, o senador Mark Warner, principal democrata na Comissão de Inteligência do Senado, defendeu que o presidente dos Estados Unidos esclareça publicamente a estratégia adotada. “Cabe ao presidente apresentar os objetivos do nosso país, os interesses do nosso país e como vamos proteger os interesses americanos na região”, declarou a jornalistas.

Warner também criticou a condução da comunicação por parte do governo. “Isso não é algo que esta administração tenha feito muito”, afirmou. Segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg, a reunião durou cerca de uma hora e abordou temas sensíveis de inteligência relacionados ao cenário regional.

Opção militar e via diplomática

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que avalia uma série de alternativas, incluindo ações militares, caso as negociações com Teerã não avancem. Ao mesmo tempo, afirmou que sua preferência é alcançar um acordo.

Paralelamente, determinou o maior reforço da presença militar estadunidense na região desde a Segunda Guerra do Golfo, em 2003. As declarações públicas de integrantes do governo, no entanto, têm apresentado versões distintas sobre o que Washington espera de um eventual novo entendimento com o Irã.

O enviado especial do presidente, Steve Witkoff, e Jared Kushner devem participar de uma nova rodada de negociações entre representantes dos dois países em Genebra, prevista para quinta-feira.

Críticas no Congresso e ações da CIA

A administração já foi alvo de críticas de parlamentares por não ter informado previamente o Congresso antes de operações militares, incluindo a ação que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Warner afirmou esperar esclarecimentos adicionais do presidente dos Estados Unidos durante o discurso do Estado da União. “Talvez a gente ouça isso hoje à noite, mas se não ouvirmos hoje à noite, precisamos ouvir muito, muito, muito em breve”, declarou.

Em paralelo às movimentações diplomáticas e militares, a CIA voltou a divulgar orientações em farsi com instruções sobre formas seguras de contato com a agência, incentivando cidadãos iranianos a compartilhar informações. A iniciativa ocorre em um contexto de tensão crescente entre Washington e Teerã, enquanto a Casa Branca mantém em aberto tanto a via diplomática quanto a possibilidade de ação armada.

Artigos Relacionados