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Encontro entre Lula e Trump reforça relação Brasil-EUA, diz cônsul americano

Ryan Rowlands afirmou que parceria bilateral amplia segurança, prosperidade e cooperação econômica entre os dois países

Lula e Donald Trump durante encontro bilateral entre Brasil e Estados Unidos. (Foto: Ricardo Stuckert/Consulado dos EUA)

247 - O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi apontado pelo cônsul-geral americano no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, como um sinal de fortalecimento da relação entre Brasil e EUA. As informações são do Valor Econômico.

As declarações foram dadas nesta sexta-feira (8), durante cerimônia em comemoração aos 250 anos da independência dos Estados Unidos, realizada a bordo do porta-aviões USS Nimitz, atracado no Rio de Janeiro. O evento ocorreu um dia depois da reunião entre Lula e Trump na Casa Branca.

Segundo Rowlands, a parceria entre os dois países tem impacto direto na segurança regional e no enfrentamento ao crime organizado e ao terrorismo. “Nossa parceria torna este hemisfério mais seguro, mais próspero e mais livre”, afirmou o cônsul-geral.

Na avaliação do diplomata, Brasil e Estados Unidos mantêm vínculos culturais profundos, além de uma relação baseada em valores democráticos e em interesses comuns. Ele ressaltou que a cooperação bilateral pode gerar benefícios econômicos, tecnológicos e militares para ambos os lados.

“Buscamos parceria econômica, investimento mútuo, desenvolvimento tecnológico, respeito entre nossas forças armadas e uma relação que reconheça que, embora os interesses de nossas nações sejam distintos, nossa colaboração nos proporciona um enorme potencial para o benefício mútuo de nossos países”, declarou Rowlands.

A reunião entre Lula e Trump tratou de temas como terras raras e negociações em torno do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os dois governos definiram um prazo de 30 dias para avançar nas conversas. Assuntos considerados mais sensíveis, como o Pix e a possível equiparação de facções criminosas a organizações terroristas, ficaram fora da pauta pública do encontro.

O encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, principal representante diplomático do governo Trump no Brasil, era esperado na cerimônia no Rio, mas não chegou a tempo por causa de problemas no voo. Desde a posse de Trump, os Estados Unidos seguem sem embaixador no Brasil.

O USS Nimitz chegou ao Rio de Janeiro na quinta-feira (7) como parte de uma missão voltada a ampliar a cooperação marítima e a capacidade de atuação conjunta entre países da América do Sul. Exercícios entre as Marinhas do Brasil e dos Estados Unidos estão previstos para segunda-feira (11) e quinta-feira (14), na Baía de Guanabara.

A operação internacional, chamada Southern Seas, ocorre desde 2007 e é considerada uma das principais iniciativas de cooperação marítima dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. O programa inclui treinamentos, intercâmbios e exercícios com dez países parceiros no continente.

Antes de atracar no Rio, o porta-aviões passou por Equador, Chile e Argentina. Comissionado em 1975, o USS Nimitz é o porta-aviões de propulsão nuclear mais antigo ainda em operação no mundo. A embarcação tem cerca de 333 metros de comprimento e pode atingir velocidade superior a 30 nós.

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