Espanha fecha espaço aéreo para aviões estadunidenses envolvidos nas agressões ao Irã
Decisão foi anunciada por Margarita Robles, ministra da Defesa do país europeu
247 - A Espanha proibiu o uso de seu espaço aéreo por aeronaves dos Estados Unidos envolvidas nas agressões ao Irã. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (30) pela ministra da Defesa, Margarita Robles. As informações são da RFI.
Segundo Robles, também não está autorizada a utilização de bases militares estadunidenses em território espanhol para operações ligadas ao conflito. A medida afeta diretamente a logística das operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
De acordo com o jornal El País, bombardeiros tiveram de alterar suas rotas, contornando a Península Ibérica e entrando pelo estreito de Gibraltar. Com a restrição, aeronaves de combate e de reabastecimento não podem utilizar as bases de Rota, em Cádiz, e Morón de la Frontera, em Sevilha.
Também está proibido o sobrevoo do território espanhol por aviões que partam de outros países, como França e Reino Unido. A única exceção prevista é para situações de emergência, nas quais o pouso ou o trânsito das aeronaves poderá ser autorizado. Esse ponto não foi detalhado pela ministra.
Relações com os Estados Unidos
O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, afirmou que não há indicação de sanções por parte dos Estados Unidos. Em entrevista, disse que a relação entre os dois países permanece "fluida".
Na área econômica, o ministro Carlos Cuerpo destacou que as relações comerciais seguem os parâmetros estabelecidos pela União Europeia (UE). "A relação comercial bilateral entre a Europa e os Estados Unidos é determinada pelos acordos que são firmados", afirmou.
Posição do governo espanhol
O primeiro-ministro Pedro Sánchez se posicionou contra a guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ele classificou a ação como ilegal e equivocada. Após a decisão espanhola, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou interromper as relações comerciais com o país europeu.
As bases de Rota e Morón são resultado de um acordo firmado entre Washington e Madri em 1953. Apesar da restrição ao uso no conflito atual, as demais operações previstas no acordo seguem mantidas.


