EUA ampliam presença militar no Oriente Médio e avaliam operações prolongadas contra o Irã
Militares americanos se preparam para uma possível campanha de semanas caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorize ataques
247 - Os militares dos Estados Unidos estão se preparando para a possibilidade de uma operação prolongada contra o Irã, que pode se estender por várias semanas caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decida ordenar um ataque. Segundo dois oficiais americanos ouvidos pela Reuters sob condição de anonimato, o planejamento atual é mais complexo do que ações anteriores e pode levar a um conflito mais amplo entre os dois países.
De acordo com o relato, a hipótese de uma campanha sustentada eleva o nível de risco tanto para as tropas americanas quanto para a estabilidade regional.
Diplomacia em Omã ocorre sob ameaça de escalada militar
A reportagem destaca que diplomatas dos Estados Unidos e do Irã se reuniram na semana passada em Omã, numa tentativa de reabrir o diálogo sobre o programa nuclear iraniano. As conversas ocorreram em paralelo ao reforço militar americano na região, movimento que alimentou temores de uma nova ofensiva.
Autoridades americanas informaram que o Pentágono decidiu enviar um porta-aviões adicional ao Oriente Médio, ampliando significativamente a presença militar, com milhares de soldados, aviões de caça, destróieres de mísseis guiados e outros recursos capazes tanto de atacar quanto de se defender.
Trump diz que acordo com Teerã tem sido difícil
Durante um discurso a tropas americanas em uma base na Carolina do Norte, Donald Trump afirmou que tem encontrado obstáculos para alcançar um entendimento com Teerã.
"Tinha sido difícil chegar a um acordo", disse Trump.
Em seguida, o presidente dos Estados Unidos fez uma declaração que sugere endurecimento de postura diante do impasse:
"Às vezes é preciso ter medo. Essa é a única coisa que realmente vai resolver a situação", afirmou.
Na quinta-feira (12), Trump também havia advertido que, caso não haja solução diplomática, a alternativa seria:
"Muito traumática, muito traumática", segundo a reportagem.
Casa Branca afirma que “todas as opções” estão na mesa
Questionada sobre a possibilidade de uma operação militar prolongada, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reforçou que Trump mantém diferentes caminhos em avaliação.
"O presidente Trump tem todas as opções em cima da mesa em relação ao Irã", declarou.
Kelly também afirmou que o presidente considera diferentes opiniões antes de tomar decisões:
"Ele ouve diversas perspectivas sobre qualquer assunto, mas toma a decisão final com base no que é melhor para o nosso país e para a segurança nacional", disse.
O Pentágono, de acordo com a Reuters, recusou-se a comentar o planejamento em curso.
Planejamento atual pode ir além do programa nuclear iraniano
Um dos oficiais americanos citados pela agência afirmou que, em uma campanha prolongada, as forças dos EUA poderiam atacar não apenas instalações relacionadas ao programa nuclear, mas também estruturas estatais e de segurança iranianas. O oficial, no entanto, não forneceu detalhes adicionais.
O cenário descrito representa uma possível ampliação do escopo de ações militares, o que poderia elevar o grau de enfrentamento direto e tornar mais provável uma resposta mais dura de Teerã.
EUA esperam retaliação iraniana e temem conflito regional
A Reuters relata que especialistas alertam que uma operação desse tipo aumentaria consideravelmente os riscos para as forças americanas, já que o Irã possui um arsenal relevante de mísseis. A expectativa, segundo uma das autoridades ouvidas, é de que o Irã responda militarmente.
O mesmo oficial afirmou que Washington espera plenamente uma retaliação iraniana, o que pode gerar um ciclo prolongado de ataques e represálias ao longo do tempo.
A Casa Branca e o Pentágono, segundo a agência, não responderam a questionamentos sobre o risco de escalada regional e as consequências estratégicas de uma possível retaliação.


