Netanyahu busca apoio de Trump por acordo mais duro com o Irã
Premiê de Israel vai a Washington em meio a negociações sensíveis com o Irã
247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, inicia nesta semana uma visita a Washington com o objetivo de pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por um acordo mais duro com o Irã.
A expectativa do governo israelense é de que qualquer entendimento inclua não apenas limites ao programa nuclear iraniano, mas também restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos e o rompimento de vínculos com organizações e partidos da resistência no Oriente Médio.
Segundo reportagem do G1, a viagem ocorre em um momento de incertezas sobre a disposição do Irã para aceitar concessões mais amplas. Também não está claro se Trump, que já abandonou um acordo nuclear anterior com Teerã, estaria disposto a ampliar negociações consideradas complexas e politicamente sensíveis.
Israel defende que o Irã interrompa totalmente o enriquecimento de urânio, reduza seu arsenal de mísseis balísticos e encerre o apoio a organizações e partidos aliados, como o Hamas palestino e o Hezbollah libanês. Teerã, por sua vez, rejeita essas exigências e sustenta que só aceita limitações parciais em seu programa nuclear em troca do alívio de sanções internacionais.
Netanyahu permanecerá nos Estados Unidos até quarta-feira (11) e chega à Casa Branca com um histórico de décadas de pressão por uma postura mais dura de Washington em relação ao Irã. No ano passado, esses esforços resultaram em guerra conjunta de 12 dias de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra instalações militares e nucleares iranianas. A possibilidade de novas ações militares deve voltar à mesa nas conversas desta semana.
A visita acontece pouco depois de encontros realizados em Jerusalém entre Netanyahu, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos e assessor para o Oriente Médio. Paralelamente, representantes americanos mantiveram conversas indiretas com o chanceler iraniano em Omã, na sexta-feira.
Em comunicado divulgado no fim de semana, o gabinete do premiê israelense afirmou que “o primeiro-ministro acredita que qualquer negociação deve incluir a limitação de mísseis balísticos e o fim do apoio ao eixo iraniano”, referência direta a organizações armadas apoiadas por Teerã na região.


