EUA elevam ameaças contra o Irã e perigo de intervenção militar aumenta
Declarações do presidente Donald Trump intensificam tensão internacional
247 - A crise política e social no Irã ganhou uma nova dimensão com o endurecimento do discurso dos Estados Unidos, que passaram a ameaçar abertamente o país. As manifestações, que se espalham por várias cidades iranianas, já são consideradas as maiores desde o ciclo de protestos de 2022 e 2023.
O aumento da tensão internacional ocorre no momento em que o governo iraniano anunciou três dias de luto nacional, diante da escalada da violência interna. A cobertura em tempo real da emissora Al Jazeera aponta que o cenário combina confrontos nas ruas, bloqueio quase total da internet e um discurso cada vez mais agressivo por parte de Washington, o que amplia o risco de um confronto de maiores proporções.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo avalia opções muito duras contra o Irã. Segundo ele, essas opções incluem até mesmo uma possível intervenção militar, declaração que elevou de forma significativa a crise entre os dois países e gerou preocupação na comunidade internacional.
Enquanto isso, no terreno, a violência continua. A mídia iraniana informou que ao menos 100 integrantes das forças de segurança morreram nos confrontos recentes. Já ativistas da oposição contestam esses números e afirmam que o total de mortos é maior, incluindo dezenas de manifestantes.
A tensão extrapolou as fronteiras iranianas. O governo do Irã convocou o embaixador britânico após manifestantes removerem a bandeira iraniana da embaixada do país em Londres.
Em meio aos conflitos entre manifestantes e forças do governo, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou à mídia local que os Estados Unidos e Israel seriam responsáveis por fomentar a instabilidade no país. As declarações reforçam o clima de confronto diplomático, num momento em que as ameaças de agressão feitas por Washington passam a ocupar o centro do cenário internacional envolvendo o Irã.


