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Irã atacará Israel e bases dos EUA no Oriente Médio em caso de agressão, decide parlamento

Trump e Netanyahu ameaçam nova intervenção Irã, em meio a crescentes protestos

Vista de Teerã - 04/01/2026 (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - Instalações de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio se tornarão alvos legítimos para o Irã em caso de agressão armada, afirmou neste domingo (11) o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em meio a relatos sobre um possível ataque dos EUA contra o país.

O New York Times informou, citando autoridades, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado sobre possíveis opções de ataque contra o Irã em meio aos protestos na República Islâmica e estaria avaliando seriamente autorizar ofensivas militares.

“Em caso de um ataque ao Irã, tanto os territórios ocupados [Israel] quanto todos os centros militares, bases e navios dos Estados Unidos na região serão nossos alvos legítimos”, disse Ghalibaf, de acordo com declarações divulgadas pela agência IRIB.

Levando em conta a admissão de Trump sobre sua intenção de lançar um ataque militar contra Teerã, o Irã “não se considerará limitado [em seus meios] para responder à ação tomada [contra ele] dentro do marco da legítima defesa”, afirmou Ghalibaf.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que Israel está monitorando de perto os crescentes protestos no Irã e proferiu ameaças. "Israel está monitorando de perto os acontecimentos no Irã. As manifestações pela liberdade se espalharam por todo o país. O povo de Israel, e na verdade o mundo inteiro, está maravilhado com a imensa bravura dos cidadãos do Irã", disse Netanyahu no início de sua reunião de gabinete, de acordo com declarações divulgadas pela Reuters. "Todos nós esperamos que a nação persa seja libertada em breve do jugo da tirania". 

No sábado, Reza Pahlavi, filho do xá do Irã deposto em 1979, publicou mais um vídeo na plataforma X conclamando a população iraniana a realizar uma greve geral e sugeriu que os manifestantes se preparassem para ocupar e manter ruas e instalações estrategicamente importantes.

Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025, em meio a preocupações com o aumento da inflação provocado pelo enfraquecimento da moeda local, o rial iraniano. Manifestantes reclamaram da volatilidade da taxa de câmbio, que elevou os preços no atacado e no varejo. O presidente do Banco Central do Irã, Mohammad-Reza Farzin, renunciou e foi substituído por Abdolnaser Hemmati.

As manifestações se intensificaram desde quinta-feira, após o chamado de Pahlavi. Vídeos nas redes sociais mostraram protestos de grande escala e ampla disseminação. No mesmo dia, a internet no Irã foi interrompida. Em várias cidades iranianas, os protestos se transformaram em confrontos com a polícia. Manifestantes entoaram palavras de ordem críticas ao governo. Houve registros de vítimas entre as forças de segurança e os manifestantes. (Com informações da Sputnik). 

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