EUA manterão militares "dentro e ao redor do Irã" até acordo final, diz Trump
Presidente dos Estados Unidos afirma que tropas e armamentos seguirão mobilizados até pacto completo com o Irã e faz novas ameaças
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que forças militares norte-americanas permanecerão mobilizadas “em posição, dentro e ao redor do Irã” até que um acordo completo seja alcançado entre os dois países. A afirmação foi feita em publicação na rede Truth Social, na qual o líder norte-americano também elevou o tom ao sugerir uma possível escalada militar caso as negociações não avancem.
Segundo a rede Al Jazeera, Trump destacou que, caso o entendimento não seja concretizado — algo que classificou como improvável —, haveria uma resposta militar de grandes proporções. “Se por qualquer motivo isso não acontecer, o ‘tiroteio começa’, maior, melhor e mais forte do que qualquer um já viu antes”, escreveu o presidente.
Na mesma mensagem, Trump reforçou exigências centrais dos Estados Unidos, afirmando que o Irã deve garantir que não terá armas nucleares e que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto e seguro. O posicionamento ocorre em meio à retomada de negociações entre os dois países, previstas para acontecer no sábado em Islamabad, no Paquistão.
O presidente também afirmou que, enquanto as tratativas seguem, as forças armadas dos EUA estão em processo de preparação. “Nosso grande Exército está se preparando e descansando, aguardando, na verdade, sua próxima conquista. A AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA”, escreveu.
A retórica adotada por Trump foi avaliada por especialistas como pouco eficaz para avançar nas negociações. Amin Saikal, professor emérito de estudos do Oriente Médio, Ásia Central e Islã da Universidade Nacional Australiana, afirmou à Al Jazeera que o tom ameaçador “não pode realmente funcionar e não será aceito pelo lado iraniano”.
O analista ressaltou ainda que tanto Washington quanto Teerã estão em uma fase inicial de cessar-fogo e adotam posturas estratégicas. Segundo ele, ambos os lados estão “se posicionando o máximo que podem”, o que ajuda a explicar o endurecimento do discurso em meio às tratativas diplomáticas.


