EUA tentam apreender petroleiro russo no Atlântico Norte
Navio Marinera passou a ser seguido por forças norte-americanas e da Otan
247 - As autoridades dos Estados Unidos estão tentando apreender um petroleiro de bandeira russa com vínculos com a Venezuela após uma perseguição que durou mais de duas semanas pelo oceano Atlântico, informa a RT. A operação, conduzida pela Guarda Costeira dos EUA com apoio das Forças Armadas, ocorre em águas internacionais e levanta preocupações sobre um possível agravamento das tensões com a Rússia, já que embarcações militares russas estariam na mesma região.
O Marinera já havia sido alvo de uma ação anterior da Guarda Costeira dos EUA quando ainda utilizava o nome Bella 1 e era suspeito de se dirigir à Venezuela. Na ocasião, as autoridades norte-americanas afirmaram possuir um mandado de apreensão contra a embarcação, acusada de violar sanções impostas por Washington e de transportar petróleo iraniano. Após a tentativa de abordagem, o navio mudou repentinamente de rota, alterou seu nome e passou a operar sob bandeira russa.
Historicamente, a embarcação transportou petróleo bruto venezuelano, embora dados recentes indiquem que, no momento, esteja sem carga. Desde a mudança de registro, o Marinera vem sendo seguido por autoridades dos EUA ao longo do Atlântico Norte.
A Rússia teria mobilizado um submarino para ajudar a escoltar o navio durante a travessia oceânica. Dados de localização mais recentes mostram que o petroleiro fez uma curva abrupta em direção ao sul e reduziu sua velocidade para cerca de oito nós a partir das 11h26. Atualmente, o Marinera se encontra a aproximadamente 200 quilômetros ao sul da costa da Islândia.
Washington alega que a embarcação estaria envolvida no transporte de petróleo do Irã e da Venezuela, em violação às sanções impostas pelos Estados Unidos contra esses países. Moscou, no entanto, reagiu com preocupação ao que classificou como uma situação fora do normal.
Na terça-feira (6), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia manifestou inquietação com o que chamou de atenção excessiva dedicada ao navio. “Por razões desconhecidas para nós, o navio russo está recebendo atenção excessiva dos militares dos Estados Unidos e da Otan, claramente desproporcional ao seu status pacífico”, afirmou um representante da chancelaria russa à agência Tass.
A tentativa de apreensão do petroleiro ocorre poucos dias após os Estados Unidos realizarem uma operação militar em território venezuelano e sequestrarem o presidente do país, Nicolás Maduro. Washington formalizou acusações de tráfico de drogas contra o líder venezuelano, enquanto a Rússia condenou duramente a ação, classificando-a como “banditismo internacional” e exigindo a libertação imediata de Maduro.



