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Irã confirma que Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança, foi morto em bombardeio israelense

Líder efetivo do regime iraniano, Ali Larijani foi atingido em um apartamento na região de Pardis, em Teerã

Ali Larijani (Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters)

247 - Um ataque aéreo das forças israelenses em Teerã matou Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã e considerado o líder efetivo do regime desde a morte do aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A morte foi confirmada nesta terça-feira (17) por agências de notícias iranianas, que também noticiaram o falecimento do filho de Larijani, de um assessor e de um grupo de guarda-costas que estavam no mesmo local no momento do bombardeio.

Segundo a mídia israelense, Larijani foi atingido em um apartamento na região de Pardis, na capital iraniana, onde se encontrava refugiado. O Exército de Israel classificou a operação como um bombardeio de precisão e reafirmou que o líder iraniano exercia o comando efetivo do regime desde a morte de Khamenei.

A agência Fars, ligada ao governo iraniano, divulgou uma nota de pesar confirmando o ocorrido. "O mártir Ali Larijani, um dos funcionários mais proeminentes e prudentes do país, foi alvo de ataques aéreos americanos e sionistas na casa de sua filha, na região de Pardis, juntamente com seu filho, um de seus assessores e um grupo de guarda-costas, e foi martirizado", afirmou a agência. 

O comunicado acrescentou: "Os atos heroicos e as medidas sábias deste mártir de alta patente eram bem conhecidos tanto pelo público quanto pela sociedade civil. Ele finalmente se juntou à caravana de mártires 18 dias após o injusto martírio do Imã dos Mártires [Ali Khamenei]."

Na mesma ofensiva, as forças israelenses também eliminaram Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij — unidade paramilitar da Guarda Revolucionária iraniana que desempenhou papel central na repressão aos protestos contra o regime registrados no início do ano.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu usou suas redes sociais para se dirigir diretamente à população iraniana e justificar os ataques. "Estamos minando este regime na esperança de dar ao povo iraniano a oportunidade de derrubá-lo. Isso não acontecerá de uma vez, nem será fácil", declarou o premiê israelense.

Netanyahu é alvo de denúncias na Corte Internacional de Justiça (CIJ) e no Tribunal Penal Internacional (TPI) por suposto genocídio contra a população da Faixa de Gaza. Até o momento, as acusações não resultaram em qualquer punição efetiva contra o dirigente israelense.

A morte de Larijani representa um golpe simbólico e operacional de grande magnitude para o regime iraniano, que perde em menos de três semanas de conflito dois de seus principais líderes — Khamenei e agora o homem que havia assumido o comando efetivo do país após a morte do líder supremo.

Os EUA e as forças de Israel iniciaram os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. Mais de 2 mil pessoas morreram no território iraniano e em diferentes países no Oriente Médio. O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou que, segundo inspetores da ONU, não encontraram provas do suposto programa coordenado para desenvolver armas nucleares.

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