Petroleiros "começam a passar" por Ormuz, diz Casa Branca
Kevin Hassett afirma que navios retomam travessia de forma lenta e prevê reflexos nos preços nas próximas semanas
247 - Petroleiros começaram a voltar a cruzar o Estreito de Ormuz, segundo afirmou nesta terça-feira (17) o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A declaração foi dada em meio à escalada militar envolvendo o Irã e à preocupação internacional com os efeitos do conflito sobre o mercado de energia.
Hassett disse que a retomada da travessia ocorre de forma gradual e associou o movimento ao que descreveu como perda de capacidade de pressão por parte do Irã. “Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo Estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã”, afirmou.
O assessor também declarou que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia que as ações iranianas na rota marítima não prejudicaram a economia norte-americana. Na mesma entrevista, ele sustentou que o conflito deve ter duração curta. “Estamos muito otimistas de que isso terminará em breve, e haverá repercussões nos preços depois de algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias”, disse.
Ao comentar os efeitos sobre o abastecimento, Hassett afirmou haver sinais de que países asiáticos podem estar reduzindo exportações de petróleo refinado para preservar o fornecimento doméstico. “Estamos vendo alguns sinais de que eles podem estar reduzindo as exportações para garantir que tenham energia suficiente para si mesmos. E temos um plano para isso”, declarou.
No plano diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na segunda-feira (16) o adiamento de um encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, para priorizar a condução da guerra contra o Irã. Hassett afirmou que, nesse contexto, os interesses de Washington e Pequim convergem em torno da estabilidade do mercado global de petróleo. “Este é um caso em que os objetivos de ambos os países estão alinhados, pois queremos um mercado mundial de petróleo estável”, disse.
Ele acrescentou que espera uma reunião entre os dois líderes depois do fim do conflito. “Quando esta guerra terminar, o que acontecerá em breve, tenho certeza de que eles se reunirão e terão muito o que conversar, e espero que os chineses expressem alguma gratidão”, concluiu.


