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Fórum Econômico Mundial investiga diretor-executivo por contatos com Jeffrey Epstein

Investigação apura encontros e interações com estadunidense condenado por crimes sexuais

Borge Brende (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)

247 - O Fórum Econômico Mundial abriu uma investigação independente sobre o diretor-executivo da organização, Borge Brende, para esclarecer a relação dele com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O financista morreu em uma prisão nos Estados Unidos em 2019, em um caso classificado oficialmente como suicídio. As informações são da agência Reuters.

A decisão foi anunciada na quinta-feira (5). A entidade, sediada em Genebra, informou que a apuração considera divulgações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre contatos entre Brende e Epstein. Em comunicado, o fórum afirmou que, diante dessas interações, o Conselho Diretor solicitou ao Comitê de Auditoria e Risco a análise do caso, o que levou à decisão de iniciar uma revisão independente. A organização informou que a medida busca preservar a transparência institucional.

Brende apoia integralmente a investigação

Segundo o fórum, Brende apoia integralmente a investigação e teria solicitado a apuração. O executivo, que foi ministro das Relações Exteriores da Noruega e ocupa o cargo de diretor-executivo desde 2017, afirmou que conheceu Epstein em 2018, em um jantar em Nova York para o qual foi convidado pelo ex-vice-primeiro-ministro norueguês Terje Rod-Larsen.

De acordo com Brende, ele participou de outros dois encontros semelhantes em 2019, também com a presença de diplomatas e líderes empresariais. O executivo afirmou ainda que esses eventos, além de algumas trocas de e-mails e mensagens de texto, representaram toda a extensão da relação entre os dois.

Diretor afirma não ter investigado passado de Epstein

Em nota, Brende declarou que não tinha conhecimento do histórico criminal de Epstein quando participou dos encontros. Ele disse que lamenta não ter investigado melhor o passado do financista antes das reuniões e afirmou que teria recusado os convites caso tivesse conhecimento das acusações.

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