Países europeus se unem na agressão dos EUA contra o Irã
Líderes europeus ignoram agressões iniciais dos Estados Unidos e de Israel ao território iraniano
247 - França, Alemanha e Reino Unido anunciaram que atuarão em coordenação com os Estados Unidos e aliados regionais diante das retaliações do Irã no Oriente Médio após agressões iniciais das forças militares norte-americanas e israelenses no sábado (28). A posição foi formalizada em uma declaração conjunta divulgada no domingo (1º).
No documento conjunto, os três países europeus condenaram os ataques iranianos e indicaram que poderão adotar medidas consideradas necessárias para responder à ofensiva. “Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente viabilizando ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir a capacidade do Irã de disparar mísseis e drones contra sua origem”, afirmaram os líderes de França, Alemanha e Reino Unido.
No âmbito da União Europeia, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, classificou os ataques iranianos contra diferentes países do Oriente Médio como “inexcusáveis”. Em comunicado divulgado no domingo, ela alertou que “os eventos não devem levar a uma escalada ainda maior que possa ameaçar a região, a Europa e outros lugares, com consequências imprevisíveis”.
Kallas acrescentou que a União Europeia está contribuindo “para todos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões” e evitar que o Irã adquira uma arma nuclear.
Em Paris, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, declarou nesta segunda-feira (2) que o país “não foi informado e não participou das operações militares lançadas pelos Estados Unidos e por Israel”. Segundo ele, as prioridades francesas neste momento são garantir a segurança de cerca de 400 mil cidadãos franceses que vivem na região do Golfo e trabalhar pela desescalada.
Barrot destacou ainda que a França está preparada para agir com base no “princípio da autodefesa coletiva consagrado no direito internacional”. O chanceler francês advertiu que “a prorrogação indefinida das operações militares sem um objetivo claro corre o risco de criar uma espiral de instabilidade que mergulharia o Irã e a região em um período prolongado de incerteza, com um resultado altamente incerto, prejudicando, em última análise, nossos interesses”.
Na Grécia, o ministro da Defesa, Nikos Dendias, afirmou que o país está pronto para defender Chipre “com todos os meios possíveis”, conforme relatado pela Reuters nesta segunda-feira. A declaração ocorre após um drone de ataque atingir a base aérea britânica de Akrotiri, em Chipre, e outros dispositivos aéreos não tripulados terem sido interceptados no mesmo dia..


