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Governo Trump demite secretário da Marinha durante bloqueio naval ao Irã

Saída foi confirmada em publicação nas redes sociais; Hung Cao, atual subsecretário da pasta, assume o posto

O secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, fala após o presidente Donald Trump anunciar a “Frota Dourada” da Marinha, em Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak/Foto de arquivo)

247 - O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (22) a substituição no comando da Marinha em meio ao bloqueio naval imposto a portos do Irã. Segundo o SBT News, John Phelan foi demitido com efeito imediato, conforme comunicado divulgado pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

A saída foi oficializada em uma publicação na rede X. "Em nome do secretário da Guerra e do subsecretário da Guerra, agradecemos ao Phelan por seus serviços prestados ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos", informou Parnell. Para o lugar de Phelan, foi indicado Hung Cao, atual subsecretário da pasta.

A mudança ocorre durante a administração de Donald Trump, que passou a adotar a denominação "Departamento da Guerra" para o Departamento de Defesa. O cargo de secretário da Marinha é a principal função civil da força, responsável pela supervisão administrativa dos marinheiros e do Corpo de Fuzileiros Navais, além da gestão de políticas e orçamento.

Troca em meio à guerra

De acordo com a Associated Press, a exoneração ocorreu um dia após Phelan participar da principal conferência anual da Marinha, realizada em Washington. Ele não possuía experiência prévia nas Forças Armadas nem histórico em cargos públicos antes de assumir a função. Empresário do setor financeiro, foi também um dos principais doadores da campanha presidencial de Trump.

Já Hung Cao, que assume o posto, é veterano da Marinha e disputou uma vaga no Senado em 2024 pelo estado da Virgínia, sendo derrotado pelo democrata Tim Kaine. A troca integra uma série de mudanças recentes na estrutura militar estadunidense. No início de abril, o Pentágono já havia demitido o general Randy George, então chefe do Estado-Maior do Exército. As alterações ocorrem desde o início das agressões contra o Irã, iniciadas em 28 de fevereiro.

Bloqueio de portos

Desde 13 de abril, os Estados Unidos mantêm um bloqueio a portos iranianos. A medida tem impacto direto na navegação comercial, com ao menos 29 embarcações tendo recuado desde o início da operação.

Na terça-feira (21), Trump anunciou a extensão por tempo indeterminado do cessar-fogo no conflito, condicionando a continuidade da trégua à apresentação de uma proposta unificada por parte do Irã. Apesar disso, o bloqueio naval foi mantido.

A estratégia, segundo o governo estadunidense, busca pressionar Teerã por meio da restrição de recursos, com o objetivo de forçar negociações sobre o programa nuclear iraniano e encerrar a guerra. O Irã, por sua vez, afirma que só retomará o diálogo se o embargo for suspenso como gesto inicial.

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