Governo Trump decide postar bandeira que remete à pré-Guerra Civil dos EUA
A postagem foi divulgada em um contexto de críticas da Europa à política externa da Casa Branca
247 - A Secretaria de Trabalho dos Estados Unidos publicou uma bandeira do país que remete a uma versão antes da Guerra Civil no território estadunidense (1861-1865). O governo Donald Trump divulgou a postagem em um contexto de críticas da Europa à política externa do presidente dos EUA.
“O patriotismo vai prevalecer. América em primeiro lugar. Sempre”, diz o post. A expressão “America First” é um dos principais slogans associados a Trump e a seus apoiadores. Está sendo usada para defender a priorização dos interesses dos EUA em relação à cooperação internacional.
A imagem tornou-se conhecida como bandeira de Betsy Ross, uma das primeiras versões do símbolo nacional dos EUA. Ela traz 13 estrelas brancas em círculo sobre um fundo azul. É uma referência às 13 colônias originais que deram origem aos EUA no século 18 (XVIII).
A bandeira de Betsy Ross está associada à Revolução Americana, mas grupos conservadores dos EUA têm se reapropriado do símbolo nos últimos anos.
Críticas da Europa
A postagem foi publicada após a Europa criticar a política externa de Trump. Ataques contra a Venezuela e ameaças contra a Groenlândia, uma espécie de distrito da Dinamarca. Ameaças à Colômbia, ao México e à América Latina como um todo também são motivos de críticas de analistas e de líderes em nível global.
Nesta quinta-feira (8), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os EUA estão "desrespeitando as normas internacionais" e "se distanciando progressivamente" de alguns aliados. Os EUA estão promovendo uma "agressividade neocolonial", acrescentou.
"Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente", disse Macron.
"As instituições multilaterais funcionam de forma cada vez pior. Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo", acrescentou o presidente francês, que disse "rejeitar o novo colonialismo, o novo imperialismo".




