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Irã afirma que EUA não buscam cessar-fogo nem diálogo

Principal negociador iraniano diz que país defenderá seus direitos

Mohammad Bagher Ghalibaf (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS/Foto de Arquivo)
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247 - O Irã diz que os EUA rejeitam o cessar-fogo e promete defender seus direitos em meio à escalada de tensão com Israel.

As forças armadas iranianas anunciaram o fim das operações militares contra Israel, mas advertirem que poderão responder de forma “mais esmagadora” em caso de novos ataques contra o Líbano ou contra o território iraniano. 

Segundo a Al Jazeera, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do Irã, afirmou que os Estados Unidos “não buscam um cessar-fogo nem um diálogo”. Ele disse ainda que o Irã deve responder “de forma decisiva para defender os direitos do povo iraniano”.

Escalada militar aumenta pressão diplomática

A declaração de Ghalibaf ocorre em um cenário de forte tensão regional, marcado por ameaças cruzadas entre Teerã e Tel Aviv. O comunicado veio acompanhado de um alerta direto sobre as consequências de uma eventual retomada das ofensivas israelenses.

De acordo com o posicionamento iraniano, qualquer novo ataque contra o Líbano ou contra o território do Irã poderá provocar uma resposta mais dura. A mensagem indica que Teerã busca encerrar a atual fase de confronto, mas mantém a disposição de reagir caso considere que sua segurança ou seus aliados estejam sob nova ameaça.

Netanyahu promete reação dura

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Irã “tentou ditar uma nova equação, uma que não podemos aceitar”. Ele também advertiu que Israel responderá com força caso seja novamente atacado.

“Se eles cometerem outro erro e nos atacarem novamente, responderemos com dureza”, disse Netanyahu.

A fala reforça o clima de impasse entre os dois países e indica que, apesar do anúncio iraniano sobre o fim das operações, o risco de nova escalada permanece elevado. O posicionamento de Israel também mostra que o governo Netanyahu não pretende aceitar mudanças no equilíbrio militar regional impostas por Teerã.

Paquistão alerta para risco de trégua frágil

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também se manifestou sobre a crise e afirmou que a escalada entre Israel e Irã é um “lembrete dos perigos associados a um cessar-fogo frágil e das consequências insuportáveis que ele pode acarretar”.

A avaliação de Sharif ressalta a preocupação com a instabilidade de acordos temporários ou pouco consolidados em meio a um conflito de alta intensidade. Para Islamabad, a continuidade das ameaças entre Israel e Irã evidencia o risco de que qualquer pausa nas hostilidades seja rapidamente revertida por novos ataques.

Impasse entre cessar-fogo e retaliação

As declarações de Teerã, Tel Aviv e Islamabad revelam um quadro de extrema fragilidade diplomática. Enquanto o Irã acusa os Estados Unidos de não buscarem nem cessar-fogo nem diálogo, Israel afirma que não aceitará uma nova configuração imposta por Teerã.

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