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Irã ameaça EUA após novos ataques no Estreito de Ormuz: "vão passar por um verdadeiro inferno"

Irã ameaça EUA em meio à escalada militar no Estreito de Ormuz, após Washington bombardear alvos iranianos e Teerã prometer resposta

Membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã (Foto: IRGC/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via Reuters)
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247 - O Irã ameaçou os Estados Unidos em meio à escalada militar no Estreito de Ormuz, após Washington bombardear alvos iranianos e Teerã prometer uma resposta aos novos ataques contra posições no país. A tensão aumentou depois que a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que as forças norte-americanas “vão passar por um verdadeiro inferno nos próximos dias” na região, segundo a RT Brasil.

O pronunciamento foi divulgado neste domingo (28) após um novo contra-ataque iraniano contra alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio. Em declarações reproduzidas pela mídia iraniana, o comando naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica disse que os “disparos aleatórios” feitos pelos EUA contra a área de Sirik “não resolvem o enigma” do controle iraniano sobre o estreito.

A Guarda Revolucionária também afirmou que seus ataques contra “os infratores” servem como advertência aos demais navios sobre “o caminho a seguir”. Segundo a reportagem, o Irã lançou mísseis balísticos e drones contra oito infraestruturas consideradas “importantes” do Exército dos Estados Unidos na região.

A nova rodada de confrontos ocorre depois que os Estados Unidos voltaram a bombardear alvos iranianos no sábado (27). Washington acusou Teerã de atacar com drones embarcações mercantes que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz, entre elas o Ever Lovely e o petroleiro Kiku.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, aeronaves norte-americanas atingiram estruturas de vigilância, comunicações, defesa aérea, depósitos de drones e instalações de minagem. A operação teria sido realizada por ordem do presidente Donald Trump.

O Irã reagiu com ataques conduzidos pela Marinha da Guarda Revolucionária contra posições norte-americanas na região. Teerã acusou Washington de violar o cessar-fogo previsto no memorando de Islamabad e prometeu uma reação “rápida e decisiva” aos bombardeios.

A imprensa local relatou explosões na zona costeira de Taheriyeh, próxima a Sirik, e na ilha de Qeshm, localizada no Estreito de Ormuz. A área é estratégica para o comércio internacional de petróleo e voltou ao centro das tensões militares após a troca de ataques entre Irã e Estados Unidos.

A escalada amplia a instabilidade em uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo. O Estreito de Ormuz é passagem fundamental para o transporte global de energia, e qualquer interrupção no tráfego da região pode ter impactos diretos sobre os mercados internacionais e sobre a segurança no Golfo Pérsico.

As declarações da Guarda Revolucionária indicam que Teerã pretende manter a pressão militar sobre os Estados Unidos após os bombardeios. Já Washington sustenta que suas ações foram uma resposta aos ataques contra navios mercantes e a infraestruturas ligadas à navegação na região.

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