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Irã diz que Golfo não servirá mais de "escudo" aos EUA

Líder iraniano afirma que países do Golfo não protegerão bases americanas

Mulher segura imagem do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e do líder anterior, o aiatolá Ali Khamenei, durante cerimônia fúnebre para comandantes militares iranianos 11 de março de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS (Foto: Majid Asgaripour)
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247 - O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta terça-feira (26) que os países do Golfo não serão mais usados como proteção para bases militares dos Estados Unidos, em uma declaração divulgada por escrito pelo Telegram e pela televisão estatal iraniana, em meio à tensão no Estreito de Ormuz e às negociações envolvendo Washington e Teerã.

A fala de Khamenei ocorre após os Estados Unidos realizarem ataques classificados como de autodefesa contra instalações de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, mesmo em um contexto de cessar-fogo entre os dois países. O líder iraniano não aparece em público desde o início da guerra.

Na declaração, Khamenei afirmou que a região não voltará a exercer o papel de proteção das estruturas militares americanas. “O que é certo a este respeito é que o tempo não retrocederá e as nações e terras da região não servirão mais de escudo para as bases americanas”, disse.

A manifestação amplia o tom de confronto político entre Irã e Estados Unidos, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o comércio internacional de petróleo e foco recorrente de disputas militares e diplomáticas na região.

Após os ataques, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que um acordo entre Washington e Teerã ainda pode levar alguns dias para ser concluído, em razão de divergências no texto em discussão.

“Vai levar alguns dias para resolvermos isso… até as divergências sobre uma palavra, uma frase”, declarou Rubio a repórteres durante uma viagem à Índia.

Apesar das dificuldades, o secretário disse acreditar que uma solução diplomática ainda é possível. Ele também destacou a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto, em meio às preocupações internacionais com a segurança da navegação na área.

“Houve algumas conversas em andamento no Catar hoje, então veremos se conseguimos avançar. Acho que há muita discussão sobre a linguagem específica do documento inicial”, afirmou Rubio.

Na segunda-feira (25), o presidente Donald Trump havia dito que as negociações com o Irã vinham registrando avanços. O republicano também declarou que os países envolvidos nas tratativas, inclusive o Irã, deveriam aderir aos Acordos de Abraão, tratado internacional voltado à normalização das relações entre nações árabes e Israel.

A nova declaração de Khamenei reforça a pressão iraniana sobre a presença militar americana no Golfo e ocorre em um momento de indefinição sobre os termos de um eventual entendimento entre os dois países.

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