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Irã diz que negocia, mas não confia nos EUA

Teerã afirma que pode negociar se necessário, mas rejeita promessas feitas por Washington

EUA-Irã (Foto: Prensa Latina )
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247 - O vice-presidente da Assembleia Consultiva Islâmica do Irã, Mojtaba Nikzad, diz que o país negocia, mas não confia nos EUA. O Irã continua rejeitando as promessas que considera falsas feitas pelo governo Trump.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, citada em reportagem da Al Jazeera, Nikzad afirmou que é incorreta a ideia de que Teerã se recusa ao diálogo. “Não é correto dizer que nós apenas lutamos e não negociamos”, declarou o dirigente parlamentar iraniano.

Parlamento iraniano mantém linhas vermelhas

Nikzad disse que as posições definidas pelo líder supremo do Irã continuam orientando a atuação do país. “As linhas vermelhas que o líder supremo pretende estão na agenda”, afirmou, segundo a Tasnim.

O vice-presidente do Parlamento acrescentou que Teerã pode recorrer à negociação caso considere necessário, mas sem depositar confiança em Washington. “Negociaremos se necessário, mas não confiamos em nenhuma promessa dos americanos. Eles cometeram crimes contra nós da maneira mais brutal possível”, disse.

Autoridade iraniana acusa EUA de crimes

Como exemplo das acusações contra os Estados Unidos, Nikzad citou ataques com mísseis contra uma torre para matar dois cientistas nucleares. Ele também mencionou o ataque de fevereiro de 2026 à Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, na província de Hormozgan. Esse ataque matou mais de 170 estudantes, professores e funcionários.

Nikzad também rejeitou o que classificou como alegações da mídia estrangeira sobre fome ou colapso causado pela guerra no Irã. Segundo ele, no auge do conflito, 7 milhões de pessoas foram deslocadas, muitas delas para o norte do país, mas nenhuma enfrentou dificuldades para obter bens básicos, pão ou moradia, devido à gestão do governo.

Judiciário diz que Irã não cederá

Em declaração separada, o chefe do Judiciário afirmou que não há divergência entre as autoridades iranianas quanto à decisão de não ceder “um centímetro” ao inimigo, informou a Tasnim.

As declarações reforçam a posição oficial iraniana de admitir o diálogo como possibilidade, mas manter desconfiança em relação aos Estados Unidos e rejeitar qualquer recuo diante da pressão externa.

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