Irã diz ter atingido destróier dos EUA com míssil no Oceano Índico
Guarda Revolucionária afirma que embarcação estava a cerca de 650 km da costa do país; episódio ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio
247 - O Irã afirmou ter atingido um destróier dos Estados Unidos com um míssil no Oceano Índico, em um episódio que amplia as tensões militares já intensificadas no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI), a embarcação estadunidense foi atingida enquanto realizava operações de reabastecimento em alto-mar.
A informação foi publicada originalmente pelo portal RT, que citou declarações da CGRI sobre o suposto ataque contra o navio de guerra. De acordo com o órgão militar iraniano, o destróier estava a aproximadamente 650 quilômetros da costa do Irã no momento do impacto.
Guarda Revolucionária relata ataque no Oceano Índico
Segundo o comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária, o navio militar dos Estados Unidos estava operando em águas do Oceano Índico quando foi alvo do míssil iraniano. A corporação afirmou que o contratorpedeiro realizava um procedimento de reabastecimento a grande distância do território iraniano.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre possíveis danos à embarcação ou eventuais vítimas. Também não houve confirmação imediata por parte das autoridades dos EUA sobre o ataque.
Nova onda de ataques de Israel contra o Irã
O episódio ocorre no contexto de uma nova rodada de bombardeios contra alvos iranianos. Ainda nesta terça-feira (3), as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram o lançamento de uma nova ofensiva aérea contra o território do Irã.
Segundo as autoridades militares israelenses, os ataques tiveram como alvo locais de lançamento de mísseis, sistemas de defesa aérea e outras infraestruturas estratégicas iranianas.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A atual fase de confrontos começou após uma operação militar conjunta realizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28). Na ocasião, explosões foram registradas em várias áreas da capital iraniana, Teerã, com relatos de impactos de mísseis.
Posteriormente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a participação estadunidense na ofensiva e declarou que “bombas cairão por toda parte”.
A operação ocorreu após repetidas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no Irã, em meio a críticas ao programa nuclear do país. Teerã, por sua vez, tem reiterado que suas atividades nucleares têm caráter pacífico e estão dentro de seu direito soberano.
Durante a ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos e Israel, o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Retaliação iraniana
Em resposta às ações militares, o Irã lançou diversas ondas de mísseis balísticos contra Israel, além de ataques contra bases militares dos Estados Unidos instaladas em países do Oriente Médio.


