Ataque com drones atinge escritório da CIA na Arábia saudita
Incidente ocorreu no complexo da embaixada dos EUA na Arábia Saudita e integra escalada ligada ao conflito com o Irã
247 - Um suposto ataque com drones atingiu nesta terça-feira (3) instalações de inteligência dos Estados Unidos em Riade, capital da Arábia Saudita, provocando danos estruturais dentro do complexo da embaixada estadunidense. O episódio ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, relacionadas ao conflito envolvendo o Irã.
Segundo o Washington Post, dois drones alcançaram o complexo diplomático, incluindo o escritório da Agência Central de Inteligência (CIA). De acordo com o jornal, fontes próximas ao caso relataram que parte do teto da instalação desabou e que o interior do prédio ficou tomado por fumaça após o impacto.
O governo dos Estados Unidos e as autoridades sauditas confirmaram que o complexo foi atingido por dois drones, mas não detalharam publicamente que o centro de inteligência estava entre os alvos. A CIA, por sua vez, não comentou o ocorrido.
Um alerta interno do Departamento de Estado dos EUA, obtido pelo Washington Post, descreveu que o edifício sofreu “danos estruturais” e que funcionários permanecem abrigados no local enquanto a extensão dos prejuízos é avaliada. Até o momento, não há registro de agentes feridos.
O ataque é atribuído ao Irã e integra um contexto mais amplo de represálias após bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos. Apesar de o episódio representar um impacto operacional, ex-integrantes da CIA ouvidos pelo jornal afirmaram que há mecanismos de substituição e cooperação com autoridades sauditas para manter as atividades de inteligência no país.
Diante do aumento da instabilidade regional, o Departamento de Estado orientou cidadãos estadunidenses a “abandonarem imediatamente” mais de uma dezena de países por meios comerciais, “devido aos graves riscos de segurança”. A recomendação abrange Barein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A ofensiva ocorre poucos dias após Estados Unidos e Israel realizarem um ataque conjunto contra o Irã, no sábado (28), quando explosões foram registradas em diversas áreas de Teerã. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o envolvimento na ação e declarou que “bombas cairão por toda parte”.
A operação foi precedida por reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, sob a justificativa de alterar o programa nuclear iraniano. O governo de Teerã, por sua vez, sustenta que tem o direito de desenvolver seu programa com fins pacíficos.
No desdobramento da ofensiva conjunta, o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano. Em resposta, o país lançou sucessivas ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases militares estadunidenses situadas em nações do Oriente Médio, ampliando o risco de um confronto regional de maiores proporções.


