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Irã e EUA trocam ataques no Estreito de Ormuz

Irã diz que causou “danos significativos”

Estreito de Ormuz (Foto: REUTERS)
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247 - Pelo menos seis pessoas ficaram feridas e outras seis desapareceram após um ataque de caças dos Estados Unidos contra seis embarcações iranianas de carga e pesca nas proximidades da cidade portuária de Khasab, em Omã, informou neste sábado (9) a agência semioficial Mehr.

Confrontos esporádicos entre Irã e Estados Unidos foram registrados na quinta e na sexta-feira no Estreito de Ormuz e em áreas próximas, em meio ao bloqueio em curso imposto pelos EUA contra todos os portos iranianos. 

As embarcações atingidas pertenciam a moradores de Bandar Lengeh, na província de Hormozgan, segundo o governador Foad Moradzadeh. Ele afirmou que os feridos foram hospitalizados e acrescentou que 20 pessoas estavam a bordo no momento do ataque, ocorrido na noite de sexta-feira.

Na sexta-feira, a agência oficial IRNA informou que pelo menos uma pessoa morreu e outras 10 ficaram feridas em um ataque dos Estados Unidos, na noite anterior, contra uma embarcação civil na costa de Hormozgan. O bombardeio provocou um incêndio no navio cargueiro, que transportava 15 tripulantes, e deixou outras quatro pessoas desaparecidas.

O Comando Central dos Estados Unidos afirmou, em comunicado, que as forças americanas interceptaram “ataques iranianos não provocados” e responderam com ações de autodefesa enquanto navios da Marinha dos EUA atravessavam o Estreito de Ormuz.

Já na noite de quinta-feira, o principal comando militar do Irã, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, declarou que forças americanas atacaram duas embarcações iranianas nas proximidades do estreito, ao mesmo tempo em que realizavam ataques aéreos contra áreas civis no sul do Irã, em coordenação com países da região.

O porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que as Forças Armadas do Irã retaliaram imediatamente, atacando embarcações militares dos Estados Unidos a leste do Estreito de Ormuz e ao sul do porto iraniano de Chabahar, causando “danos significativos”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou retomar a missão de assistência a embarcações bloqueadas no Estreito de Ormuz no âmbito da operação Projeto Liberdade, caso as negociações com o Irã fracassem.

“Podemos voltar para tentar levar crédito pelas coisas que não acontecem [nas negociações], mas seria o Projeto Liberdade Plus, ou seja, Projeto Liberdade mais outros”, declarou Trump a jornalistas na sexta-feira.

O presidente norte-americano também afirmou que o Irã deverá apresentar em breve sua resposta às propostas de paz feitas por Washington. “Estou recebendo uma carta supostamente hoje à noite. Então veremos como isso vai acontecer”, disse Trump ao ser questionado sobre uma possível resposta de Teerã.

“De agora em diante, as ações de bloqueio naval dos Estados Unidos serão respondidas militarmente pelo Irã”, informou nesta sexta-feira a agência semioficial iraniana Fars News Agency, citando um parlamentar iraniano.

O Irã reforçou seu controle sobre o Estreito de Ormuz a partir de 28 de fevereiro, quando passou a proibir a travessia de embarcações pertencentes ou vinculadas a Israel e aos Estados Unidos, após ataques conjuntos dos dois países contra território iraniano.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, provocando danos e vítimas civis. Em 7 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações subsequentes, realizadas em Islamabad, terminaram sem acordo, e Trump decidiu estender a suspensão das hostilidades para dar ao Irã tempo de apresentar uma “proposta unificada”. Os Estados Unidos iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. 

Em 3 de maio, Trump anunciou o Projeto Liberdade para auxiliar navios bloqueados no Estreito de Ormuz que buscavam deixar a região. Na terça-feira, ele afirmou ter suspendido temporariamente a operação para avaliar a possibilidade de um acordo de paz com o Irã.

Os Estados Unidos também enviaram ao Paquistão uma resposta à proposta iraniana de 14 pontos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ismail Baghaei, afirmou que Teerã analisava a proposta de Washington e ainda não havia tomado uma decisão final.

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