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Irã exige compensação de guerra para reabrir estreito de Ormuz

Teerã condiciona retomada da navegação no estreito de Ormuz ao pagamento de indenizações por danos de guerra

Navios cargueiros no Golfo, próximos ao Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, perto da fronteira com a governadoria de Musandam, em Omã, em meio ao conflito dos EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos (Foto: Stringer/Reuters)

247 - O governo do Irã condicionou a reabertura do estratégico estreito de Ormuz ao recebimento de compensações por danos causados por conflitos, que seriam pagas por meio de um novo regime jurídico baseado em taxas de trânsito. A medida, segundo autoridades iranianas, redefine os termos de circulação na região e eleva a tensão em uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo.

A informação foi divulgada por Seyyed Mehdi Tabatabaei, vice responsável pela comunicação no gabinete do presidente iraniano, em declaração publicada nas redes sociais e repercutida pela imprensa internacional. Segundo ele, a liberação do tráfego no estreito dependerá diretamente da criação desse mecanismo de compensação.

Na mesma publicação, Tabatabaei também reagiu a declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia ameaçado atacar infraestruturas civis iranianas em resposta ao fechamento do estreito. O representante iraniano criticou o posicionamento de Trump, afirmando que ele “recorreu a obscenidades e absurdos por puro desespero e raiva”.

O estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico vital para o transporte global de energia, sendo responsável por uma parcela significativa do fluxo mundial de petróleo. A imposição de condições para sua reabertura pode ter impactos diretos nos mercados internacionais e ampliar o cenário de instabilidade geopolítica na região do Golfo Pérsico.

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