Irã inicia instalação de minas no Estreito de Ormuz, diz relatório de inteligência dos EUA
Estreito por onde passa um quinto do petróleo mundial enfrenta risco militar crescente com guerra na região
247 - O Irã iniciou a instalação de minas no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de energia. O corredor marítimo conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra uma parcela significativa do comércio internacional de petróleo.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, baseadas em relatórios da inteligência dos Estados Unidos e confirmadas por duas pessoas familiarizadas com os documentos, as forças iranianas começaram a posicionar minas navais na região nos últimos dias.
Em resposta, segundo a agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao Irã nesta terça-feira (10) para remover quaisquer minas que possa ter colocado no Estreito de Ormuz, caso contrário, enfrentará consequências militares. Trump, porém, afirmou que os Estados Unidos não tinham relatos de que o Irã tivesse colocado minas no estreito.
Estreito de Ormuz concentra fluxo global de petróleo
O Estreito de Ormuz é considerado o ponto de estrangulamento energético mais importante do mundo. Aproximadamente um quinto de todo o petróleo bruto comercializado globalmente passa pela rota, o que torna qualquer movimentação militar no local motivo de preocupação para mercados e governos.
De acordo com as fontes ouvidas pela CNN, a instalação das minas ainda ocorre em escala limitada. Até o momento, apenas algumas dezenas de dispositivos teriam sido posicionados na região.
Capacidade militar iraniana pode ampliar operação
Apesar do número reduzido de minas instaladas, o potencial de expansão da operação é considerado significativo. Uma das fontes afirmou que o Irã mantém entre 80% e 90% de suas pequenas embarcações e navios especializados em lançamento de minas ainda disponíveis.
Esse cenário indica que as forças iranianas poderiam instalar centenas de minas no estreito caso decidam ampliar a operação militar.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã exerce atualmente controle efetivo da área em conjunto com a marinha tradicional do país. Segundo a reportagem, a força tem capacidade de mobilizar uma rede dispersa de embarcações destinadas ao lançamento de minas, além de barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis posicionadas em terra.
Travessia da rota é descrita como “vale da morte”
A Guarda Revolucionária já havia advertido anteriormente que qualquer embarcação que atravessasse o estreito poderia ser alvo de ataque. Desde o início do atual conflito na região, o tráfego marítimo enfrenta riscos elevados. Fontes ouvidas pela reportagem, descreveram a situação no canal como um “vale da morte”, em referência aos perigos envolvidos na travessia da rota marítima.


