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Irã intensifica ataques contra Israel e ameaça ampliar ofensiva após bombardeios dos EUA

Mísseis balísticos são lançados contra Jerusalém e centro do país enquanto confrontos se espalham pelo Oriente Médio

Fumaça sobe após uma explosão, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, em Teerã, Irã, 7 de março de 2026. (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS)

247 - O conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos neste sábado (14), com ataques de mísseis iranianos contra diferentes regiões de Israel e ameaças de ampliação da ofensiva na região. As informações são do The Times of Israel. 

Segundo o portal, sirenes de alerta antiaéreo voltaram a soar em Jerusalém e em áreas do centro de Israel após a detecção de novos lançamentos de mísseis balísticos a partir do território iraniano. As autoridades israelenses também emitiram alerta antecipado para a cidade de Eilat, no extremo sul do país.

De acordo com o Exército israelense, os sistemas de defesa detectaram ao menos um novo disparo pouco depois de a população ter sido autorizada a deixar abrigos antiaéreos. A expectativa era de que sirenes fossem acionadas novamente na região de Jerusalém e em outras cidades centrais.

Horas antes, outro ataque balístico iraniano já havia atingido uma área aberta no centro de Israel. Apesar da explosão registrada no local, não houve relatos imediatos de feridos. O impacto ocorreu de acordo com os protocolos militares israelenses, que em determinadas circunstâncias permitem que projéteis atinjam zonas desabitadas quando não representam ameaça direta à população.

O episódio marcou o terceiro ataque com mísseis realizado pelo Irã contra Israel desde a meia-noite, elevando a tensão no conflito que já envolve também ações militares dos Estados Unidos e confrontos indiretos em diferentes frentes da região.

Enquanto isso, a guerra continua produzindo impactos em outros territórios do Oriente Médio. Na Faixa de Gaza, a agência de defesa civil controlada pelo Hamas afirmou que ataques israelenses mataram seis pessoas nas últimas 24 horas.

Segundo o órgão, um bombardeio ocorrido antes do amanhecer na cidade de Khan Younis, no sul do território palestino, matou dois policiais e um civil. Em outro ataque, realizado na noite anterior no leste da Cidade de Gaza, três pessoas teriam morrido após um bombardeio contra um grupo de civis. Os corpos foram levados ao hospital Al-Shifa, considerado o principal da região.

O Exército israelense não comentou imediatamente os episódios relatados pelas autoridades palestinas.

Mesmo após um cessar-fogo firmado em 10 de outubro, episódios de violência continuam ocorrendo no território palestino, em paralelo à campanha militar israelense contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Os confrontos também se intensificam no Líbano, onde o Ministério da Saúde local afirmou que ataques israelenses mataram 26 paramédicos e deixaram 51 feridos desde o início das hostilidades com o grupo Hezbollah.

Autoridades libanesas relataram que um ataque aéreo ocorrido durante a madrugada destruiu um centro de saúde na cidade de Burj Qalawiya, no sul do país, provocando a morte de 12 profissionais da área médica, entre médicos, enfermeiros e paramédicos.

Outro ataque, desta vez na localidade de Sawaneh, deixou dois socorristas mortos, ligados ao Hezbollah e ao movimento Amal. O ministério libanês acusou Israel de atingir repetidamente equipes de ambulância enquanto realizavam operações de resgate.

O Exército israelense, por sua vez, acusa o Hezbollah de utilizar ambulâncias e estruturas civis para fins militares.

Além dos confrontos diretos, o clima de tensão internacional também se reflete em incidentes fora do Oriente Médio. Na Holanda, uma explosão registrada durante a madrugada danificou uma escola judaica em Amsterdã, sem deixar feridos.

Outro incidente violento foi registrado na Cisjordânia, onde um confronto envolvendo colonos israelenses e palestinos deixou três pessoas feridas. Segundo a polícia israelense, o episódio começou após um grupo de palestinos supostamente atacar um pastor israelense com pedras.

Autoridades palestinas afirmam ainda que dois moradores foram espancados durante o episódio e que cerca de 100 ovelhas teriam sido roubadas por colonos da região, acusação que está sendo investigada pelas autoridades israelenses.

O cenário militar também se agravou após os Estados Unidos confirmarem um grande ataque contra o território iraniano. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM), mais de 90 alvos militares foram atingidos durante uma operação de grande escala realizada na ilha de Kharg, considerada um ponto estratégico para a infraestrutura energética do Irã.

A escalada de ataques e contra-ataques aumenta o temor de que o conflito evolua para uma guerra regional ainda mais ampla, envolvendo diversos atores do Oriente Médio e potências internacionais. Enquanto sirenes continuam a soar em cidades israelenses e bombardeios se multiplicam em vários territórios, autoridades e analistas alertam para o risco de novas ofensivas nas próximas horas ou dias.

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