Irã pode ter derrubado terceiro caça em um único dia
Foram identificados fragmentos de aeronave com uma saída de motor, levantando hipótese de F-16 ou F-35; seria o terceiro avião derrubado em 24 horas
247 - A agência iraniana Tasnim divulgou nesta sexta-feira (3) informações que apontam para o possível abate de uma terceira aeronave de EUA e Israel em território iraniano no mesmo dia — o que representaria uma escalada sem precedentes no conflito que dura mais de um mês. Segundo a Tasnim, fonte original desta matéria, um correspondente da agência obteve imagens de fragmentos do que seria a aeronave abatida, e um jornalista militar da agência analisou o material recolhido no local.
De acordo com a Tasnim, a análise dos destroços indica a presença de apenas uma saída de motor na fuselagem recuperada. Com base nessa característica, o jornalista militar da agência levantou a hipótese de que a aeronave seja um F-16 ou um F-35, sendo o F-16 considerado o modelo mais provável. As informações ainda não foram confirmadas de forma independente.
O eventual terceiro abate ocorre no mesmo dia em que o Irã já havia confirmado a derrubada de dois outros caças americanos na região do Golfo Pérsico. A sequência de episódios em menos de 24 horas sinaliza que as forças iranianas mantêm capacidade operacional expressiva mesmo após mais de um mês de ataques intensivos dos Estados Unidos e de Israel.
A guerra eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram ofensivas contra o Irã sob a alegação de que Teerã desenvolvia armamento nuclear. A Organização das Nações Unidas contestou a justificativa americana e declarou não existir provas concretas de que o governo iraniano tenha produzido bombas nucleares. Desde o início das hostilidades, o barril de petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo e ocupa posição central no sistema energético global. Antes da guerra, cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta transitava por ali, além de uma quinta parte dos embarques de gás natural liquefeito e um terço do fertilizante mais utilizado no mundo. Com a passagem parcialmente interditada, grandes produtores da Opep — entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — perderam acesso às rotas que abastecem mercados na Ásia, Europa e Américas, com impacto direto sobre os preços de energia e alimentos em escala global.


