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Irã planeja transformar universidade destruída pelos EUA e Israel em “museu da guerra”

Área devastada será preservada com apoio do governo iraniano e transformada em memorial

Um homem carrega uma bandeira do Irã enquanto caminha entre os escombros de um prédio da Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, Irã, em 7 de abril de 2026 (Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS / Foto de arquivo)

247 - O Irã pretende transformar uma universidade atingida por bombardeios em um "museu da guerra", dedicado a registrar os efeitos das agressões dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano. Segundo o reitor da Universidade de Tecnologia de Isfahan, Zafarolá Kalantari, o espaço destruído será preservado com apoio do governo. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais.

Kalantari afirmou que a área "devastada será preservada como um museu da guerra dentro da universidade, para testemunhar a opressão sofrida pelo país ao longo da história". Ele acrescentou ainda que o ataque à instituição representa uma violação grave.

O reitor disse que a ofensiva contra a universidade "é um exemplo claro de crime de guerra e mostra que aqueles que afirmam defender os direitos humanos não têm compromisso com princípios morais ou normas globais". Ele também reiterou que parte da área atingida será mantida intocada, enquanto outros setores receberão novas construções.

"Com o apoio do governo, essa área danificada permanecerá intocada para se tornar um museu da guerra para sempre", afirmou, segundo a agência oficial IRNA.

Danos e impacto no sistema universitário

De acordo com estimativas iniciais citadas pelas autoridades locais, os danos causados aos prédios e equipamentos da universidade chegam a cerca de 9,5 milhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 55,1 milhões. A Universidade de Isfahan foi atingida por bombardeios dos EUA e de Israel em março, pouco após o início da guerra em 28 de fevereiro.

Teerã afirma que mais de 30 universidades foram afetadas no país, além de áreas residenciais e infraestrutura civil, e acusa os ataques de terem atingido centros de pesquisa e acadêmicos, como parte de uma estratégia para enfraquecer suas bases científicas e culturais.

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