Israel decidiu assassinar Ali Khamenei em novembro, diz ministro da Defesa
Segundo Israel Katz, plano para matar líder supremo do Irã foi definido meses antes da agressão contra o país persa iniciada no sábado (28)
247 - Israel decidiu em novembro assassinar o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e planejava executar a operação cerca de seis meses depois, afirmou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão foi tomada em uma reunião restrita com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. As informações são da agência Reuters.
Em entrevista à emissora israelense N12, Katz afirmou que "o primeiro-ministro estabeleceu o objetivo de eliminar Khamenei". O cronograma inicial previa que a operação fosse realizada em meados de 2026. Khamenei foi morto nas primeiras horas da ofensiva aérea conduzida por Estados Unidos e Israel, iniciada no sábado (28).
Conflito regional e ampliação das agressões
A agressão conjunta contra o país persa se aproxima do fim de sua primeira semana. Os ataques iniciais atingiram lideranças iranianas e desencadearam um conflito regional. Desde então, o Irã realizou ações militares contra Israel e contra países do Golfo e o Iraque, que abrigam bases militares estadunidenses.
Israel também ampliou as operações militares no Líbano. A escalada militar ampliou as tensões no Oriente Médio e envolveu diferentes atores regionais. Segundo Katz, o plano para matar o líder iraniano foi posteriormente compartilhado com Washington. A execução da operação teria sido antecipada por volta de janeiro, após o início de protestos no Irã.
De acordo com o ministro, Israel avaliava que o governo iraniano poderia ordenar ataques contra Israel ou contra ativos dos Estados Unidos no Oriente Médio. O governo israelense afirma que suas agressões têm como objetivo eliminar o que considera uma ameaça representada pelo programa nuclear e pelo desenvolvimento de mísseis balísticos do Irã. As autoridades israelenses também defendem a necessidade de promover uma mudança de governo no país.


