Guerra contra Irã custa US$ 890 milhões por dia aos EUA
Estudo do CSIS calcula US$ 3,7 bilhões nas primeiras 100 horas da ofensiva militar dos Estados Unidos
247 - A campanha militar dos Estados Unidos contra o Irã já acumula custos bilionários em seus primeiros dias. Estimativas indicam que, nas primeiras 100 horas de operações, os gastos alcançaram cerca de US$ 3,7 bilhões, o que representa mais de US$ 890 milhões por dia.
Segundo a CNN Brasil, os dados constam de uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). O levantamento avalia despesas operacionais, reposição de armamentos e perdas de equipamentos militares durante a ofensiva.
Impacto financeiro da ofensiva militar
De acordo com o estudo, apenas uma pequena parcela do valor total já estava prevista no orçamento do Pentágono. Menos de US$ 200 milhões — cerca de R$ 1 bilhão — correspondem a custos operacionais que já estavam incluídos no planejamento financeiro do Departamento de Defesa.
A maior parte das despesas estimadas, cerca de US$ 3,54 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 18 bilhões, deverá exigir financiamento adicional. Segundo os analistas, esse valor provavelmente dependerá de uma dotação suplementar ou de outra legislação de reconciliação orçamentária aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos.
Perdas militares e reposição de armamentos
Entre os principais fatores que elevam os custos da campanha estão a reposição de munições e a perda de equipamentos militares. A reposição de interceptadores e outros armamentos é considerada um ponto crítico, especialmente diante das preocupações com os estoques disponíveis tanto para os Estados Unidos quanto para seus aliados.
O relatório também menciona perdas de aeronaves. Três caças F-15 foram abatidos em um incidente de fogo amigo ocorrido no Kuwait, ampliando os custos operacionais da campanha.
Os especialistas do CSIS afirmam que os gastos totais ainda podem variar conforme o desenvolvimento do conflito. Entre os fatores apontados estão a possibilidade de uso de munições menos caras, o nível de intensidade das operações e a eficácia das respostas militares iranianas.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A escalada militar no Oriente Médio começou após Estados Unidos e Israel iniciarem, no sábado (28), uma série de ataques contra o Irã em meio às tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Em resposta, o governo iraniano anunciou ações retaliatórias contra países da região que abrigam bases militares estadunidenses, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Morte do líder supremo do Irã
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morreu após os ataques conduzidos por forças dos EUA e israelenses. Após o anúncio, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” de sua história.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera responder aos ataques como um “direito e dever legítimo”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que não há prazo definido para o fim da campanha militar. “Podemos dizer quatro semanas, mas poderiam ser seis, oito ou até três. No fim das contas, nós definimos o ritmo e o compasso”, declarou.
Em outra declaração, Trump afirmou que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.


