Israel está "proibido" de bombardear o Líbano, anuncia Trump
Declaração ocorre após reabertura de Ormuz pelo Irã e sinaliza possível avanço nas negociações para conter a escalada da guerra no Oriente Médio
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17) que Israel está impedido de voltar a bombardear o Líbano, em meio ao conflito envolvendo também o Irã. Segundo o norte-americano, a decisão foi imposta diretamente por Washington como forma de conter a intensificação dos ataques na região.
Trump anunciou a medida em sua rede social Truth Social, enfatizando a proibição de novas ofensivas israelenses contra o território libanês. “Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos EUA. Chega!”, escreveu o presidente.
Os ataques de Israel ao Líbano vêm ocorrendo desde o início de março, no contexto da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. O governo israelense afirma que as ações têm como alvo o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã e responsável por ataques recentes ao norte de Israel.
A declaração de Trump ocorre pouco depois de um movimento considerado estratégico por parte do Irã: a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. A passagem havia sido praticamente bloqueada desde o início das hostilidades, afetando o fluxo global de petróleo e comércio internacional.
Em outra publicação, o presidente dos EUA agradeceu ao governo iraniano pela decisão, indicando um possível gesto de distensão. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está completamente aberto e pronto para a passagem total. Obrigado!”, afirmou.
Apesar da reabertura, autoridades iranianas indicaram que a navegação na região seguirá sob controle rigoroso. Um alto oficial militar declarou à TV estatal que embarcações comerciais precisarão seguir rotas específicas e obter autorização da Marinha da Guarda Revolucionária para atravessar o estreito.
A retomada do tráfego no Estreito de Ormuz é vista como um dos primeiros sinais concretos de avanço nas negociações para encerrar o conflito. A medida vinha sendo uma das principais exigências dos Estados Unidos nas tratativas com o Irã.
O cenário permanece tenso, mas os movimentos recentes indicam uma tentativa de reduzir a escalada militar, especialmente em pontos considerados estratégicos para a estabilidade global.


