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Itália aciona plano da UE para socorrer a Venezuela

Itália pede ativação do mecanismo da União Europeia para coordenar ajuda após terremotos na Venezuela

Bandeiras da União Europeia (Foto: REUTERS/Yves Herman)
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247 - A Itália anunciou que vai solicitar à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil para coordenar e financiar ações de resposta aos terremotos que atingiram a Venezuela, em meio a uma onda de solidariedade internacional de países europeus diante da tragédia sísmica, segundo a teleSUR.

Governos europeus estão se mobilizando após os tremores de grande magnitude registrados no país sul-americano, que deixaram pelo menos dezenas de mortos e mais de 700 feridos, segundo balanços preliminares divulgados pelas autoridades venezuelanas.

Mobilização europeia após os terremotos

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que acompanha a situação e expressou solidariedade às vítimas dos dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. Ele declarou apoio ao povo venezuelano e mencionou também a comunidade ítalo-venezuelana no país.

Em publicação na rede social X, Tajani afirmou: “continuo acompanhando com atenção a evolução da situação após o violento terremoto que atingiu a Venezuela. Expresso minha solidariedade com a presidente interina Delcy Rodríguez e o apoio da Itália ao povo venezuelano neste momento tão difícil”.

Pedido de ativação do mecanismo da União Europeia

O chanceler italiano destacou que a Itália está preparada para contribuir com ações de emergência e que pretende solicitar à União Europeia a ativação do mecanismo de proteção civil para coordenar e financiar as intervenções.

Em entrevista à televisão, Tajani afirmou: “será feito tudo o necessário para ajudar a população venezuelana, que conta com uma enorme comunidade italiana, uma das maiores do mundo. Há muitos ítalo-venezuelanos e estamos dispostos a ajudar também nossos compatriotas”.

Solidariedade de outros países europeus

Além da Itália, outros governos europeus também manifestaram apoio à Venezuela. A Bélgica confirmou disposição para prestar assistência caso o mecanismo europeu seja ativado.

O ministro belga das Relações Exteriores, Maxime Prévot, afirmou que as imagens do desastre são “desoladoras” e destacou que o país acompanha a situação de perto, com seu centro de crise mobilizado.

A França também se pronunciou. O presidente Emmanuel Macron expressou solidariedade às vítimas e às famílias atingidas pelos terremotos. Já a ministra delegada Éléonore Caroit reforçou o apoio francês às equipes de resgate e à população venezuelana.

Apoio da Espanha e de Portugal

A Espanha colocou à disposição da Venezuela a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e a Unidade Militar de Emergências (UME), após diálogo entre o chanceler José Manuel Albares e o ministro venezuelano Yván Gil.

Portugal também manifestou solidariedade por meio de comunicado oficial, no qual afirmou acompanhar com preocupação a evolução da situação e enviou mensagens de apoio ao povo venezuelano e às comunidades portuguesas no país.

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