J.D. Vance critica "chilique" de Israel após acordo entre EUA e Irã
Vice-presidente dos EUA diz que reação de setores israelenses ao acordo reflete desconfiança em Washington
247 - O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, criticou nesta quinta-feira (18) a reação de setores do governo de Israel ao acordo firmado entre Washington e Teerã. Segundo a RT Brasil, Vance classificou como um "chilique" ou "surto" as críticas israelenses ao entendimento negociado entre os dois países.
Em entrevista ao jornal The New York Times, o vice-presidente afirmou que considera exagerada a resposta de autoridades israelenses ao memorando de entendimento que busca encerrar o conflito no Oriente Médio.
"Considero todo esse 'chilique' em Israel um pouco estranho, porque ele vem de um lugar de desconfiança. E acredito que os Estados Unidos conquistaram a confiança dessa região do mundo", declarou Vance.
No domingo (14), Estados Unidos e Irã anunciaram que o texto do memorando de entendimento estava concluído e que a assinatura oficial ocorreria na sexta-feira (19), na Suíça. O anúncio ocorreu após semanas de negociações entre os dois países.
Israel e o Líbano
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma condição indispensável para o encerramento completo do conflito no Oriente Médio. Segundo ele, qualquer agressão militar israelense contra o território libanês será considerada uma violação do acordo firmado com Washington.
Uma das exigências apresentadas pelo Irã para a conclusão do entendimento era a interrupção dos ataques israelenses ao Líbano e a retirada das forças de Israel das áreas ocupadas no sul do país. Apesar disso, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, informou na segunda-feira (15) que as Forças de Defesa de Israel não deixarão o território libanês.
Também na esteira das negociações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após ataques realizados no sul de Beirute durante o processo diplomático que resultou no acordo com o Irã.



