Lista divulgada pelo Departamento de Justiça cita mais de 300 nomes ligados a arquivos de Epstein
Documento mencionado por Pam Bondi inclui celebridades e figuras políticas como Príncipe Harry, Kim Kardashian e Bruce Springsteen
247 - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou uma lista com mais de 300 nomes de personalidades citadas em documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein. A divulgação foi anunciada pela procuradora-geral norte-americana Pam Bondi, que enviou uma carta a membros do Congresso detalhando o conteúdo do material tornado público, informa a TASS, com base em matéria divulgada pela Fox News.
De acordo com reportagem do canal americano, o documento reúne ex-funcionários e funcionários atuais do governo dos EUA, além de figuras consideradas politicamente relevantes, cujos nomes teriam aparecido ao menos uma vez nos arquivos liberados pelo Departamento de Justiça sobre o caso Epstein.
De acordo com a Fox News, a lista inclui personalidades internacionais e celebridades do entretenimento, como o Príncipe Harry, do Reino Unido, a empresária e estrela de televisão Kim Kardashian, além dos músicos Kurt Cobain e Bruce Springsteen, entre outros nomes citados nos registros.
A carta mencionada pelo canal também afirma que o Departamento de Justiça teria publicado todos os materiais disponíveis dentro de nove categorias de documentos relacionados ao caso. Entre elas, estariam dados ligados a tráfico humano, ocultação de documentos e outras informações associadas às investigações.
Ainda conforme o conteúdo atribuído à procuradora-geral, o órgão não teria retido nem alterado registros por razões políticas ou para evitar repercussões públicas. “Nenhum registro foi retido ou editado ‘com base em constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política, inclusive para qualquer funcionário do governo, figura pública ou dignitário estrangeiro’”, diz a carta citada pela Fox News.
Jeffrey Epstein foi preso em 6 de julho de 2019 por autoridades do estado de Nova York. Promotores afirmaram que havia evidências de que, entre 2002 e 2005, ele organizou visitas de dezenas de meninas menores de idade, sendo a mais jovem com 14 anos, para sua residência em Manhattan.
O financista mantinha uma rede extensa de contatos que incluía autoridades americanas e estrangeiras, ex-chefes de Estado, empresários influentes e nomes conhecidos do show business, segundo relatos já divulgados ao longo das investigações.
O processo criminal contra Epstein nos Estados Unidos foi encerrado após a morte do financista em agosto de 2019.


