Líbano: local da explosão armazenava toneladas de nitrato de amônia

O diretor da Segurança Geral, Abbas Ibrahim, confirmou a presença de 2,700 toneladas de nitrato de amônio no porto

Explosão em Beirute, Líbano
Explosão em Beirute, Líbano (Foto: Karim Sokhn/Instagram/Reuters)
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247 - Ministro do Interior do Líbano, o general aposentado Mohammed Fahmi disse ao portal árabe Al Jazeera que a substância estocada no porto de Beirute, que pode ter causado a explosão, era o nitrato de amônia, substância altamente explosiva. Porém, não se sabe ainda a causa do incidente, uma vez que o local ainda está inseguro para uma investigação de fato.

Anteriormente, o diretor da Segurança Geral Abbas Ibrahim disse à AFP que, segundo analisaram, havia “um armazém contendo materiais confiscados há anos, e parece que eram materiais muito explosivos".

No final da tarde, Ibrahim confirmou a presença de 2,700 toneladas de nitrato de amônio no porto. A confirmação ocorreu após reunião com o Conselho de Alta Defesa do país, que reúne o presidente e autoridades da segurança.

O presidente do país, Michel Aoun, afirmou ser "inaceitável" que toneladas da substância explosiva estivessem estocadas por seis anos sem medidas de segurança e prometeu punições para os envolvidos.

A explosão atingiu diversos prédios, incluindo o prédio onde o ex-primeiro-ministro Saad Hariri vive, e ocorreu em meio ao aumento da tensão entre Israel e o Hezbollah. Todavia, oficiais israelenses negaram participação no ocorrido.

Autoridades do Líbano acreditam que a enorme explosão na capital do país foi causada por um acidente, e não pelo conflito entre Israel e Hezbollah. A explosão destruiu quase todo o porto de Beirute, centro das atividades econômicas do país, e deixou pelo menos 73 mortos e milhares de feridos

 

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