Minuta de acordo entre EUA e Irã prevê reabertura de Ormuz em 30 dias
Minuta de acordo prevê reabertura do Estreito de Ormuz, sob gestão iraniana, e retirada das forças norte-americanas das proximidades do Irã
247 - Uma minuta de acordo em discussão para encerrar a guerra entre Irã e Estados Unidos prevê a reabertura do Estreito de Ormuz em até 30 dias, com gestão iraniana da passagem marítima e retirada das forças norte-americanas das proximidades do território iraniano.
De acordo com a televisão estatal persa, que afirmou ter tido acesso ao documento, o texto em negociação estabelece que o tráfego comercial pelo Estreito de Ormuz seja retomado gradualmente até voltar à normalidade no prazo de um mês. A proposta também prevê que a administração do canal fique sob responsabilidade do Irã, em coordenação com Omã, país que também margeia a rota marítima estratégica.
O Estreito de Ormuz é uma das passagens mais importantes para o comércio global de energia. Segundo a reportagem, cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo canal, o que torna qualquer interrupção no fluxo marítimo uma preocupação direta para mercados internacionais, governos e empresas ligadas ao setor energético.
Pela minuta, a retomada da navegação ocorreria sem a presença de militares dos Estados Unidos na região. O tráfego seria gerenciado pelos dois países costeiros da passagem, Irã e Omã, em um arranjo que busca reduzir a tensão militar no entorno do canal e restabelecer a circulação de embarcações comerciais.
A reportagem da mídia iraniana também afirma que, caso um acordo definitivo seja alcançado no prazo de 60 dias, o texto poderá ser encaminhado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A expectativa, segundo o conteúdo divulgado, é que o entendimento possa ser transformado em uma resolução vinculativa no órgão internacional.
As negociações entre Irã e Estados Unidos ocorrem por meio da intermediação do Paquistão. Os dois países buscam uma saída diplomática para a guerra iniciada em 28 de fevereiro, em meio a preocupações com a segurança regional e com os impactos do conflito sobre rotas comerciais estratégicas.
O possível acordo ainda depende de uma conclusão formal entre as partes. Até o momento, as informações divulgadas apontam para uma minuta em negociação, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz, reorganização da presença militar na área e eventual chancela internacional caso os termos avancem nos próximos dois meses.



