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Na Espanha, Corina Machado recusa encontro com Sánchez e prioriza reuniões com representantes da extrema-direita

Líder ultradireitista venezuelana afirmou que convite feito pelo premiê espanhol não era "oportuno"

María Corina Machado, 24 de março de 2026 (Foto: REUTERS/Danielle Villasana)

247 - A líder da extrema-direita venezuelana Maria Corina Machado recusou um convite para se reunir com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, durante sua visita ao país europeu. Segundo o mandatário espanhol, o encontro foi oferecido, mas ela considerou que não era "oportuno" naquele momento, informa a Reuters.

A ausência de diálogo com integrantes do governo espanhol contrasta com a agenda de Machado, que inclui reuniões com líderes da direita e da extrema-direita no país. Durante coletiva de imprensa ao lado do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o premiê afirmou que continua disposto a recebê-la.

"Nossas portas estão abertas a todos os líderes da oposição (venezuelana)", declarou, destacando que muitos deles vivem na Espanha. Sánchez também defendeu que o futuro da Venezuela deve ser decidido democraticamente por seus cidadãos, sem interferência externa.

Agenda com lideranças da extrema-direita

Enquanto evita interlocução com o governo espanhol, Machado manteve encontros com representantes da oposição conservadora. Nesta sexta-feira (17), ela se reuniu com Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular. Ainda no mesmo dia, a opositora participa de uma coletiva conjunta com Santiago Abascal, dirigente do partido de extrema-direita Vox.

No sábado (18), está prevista sua recepção pela presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso. Já o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, entregará simbolicamente as chaves da cidade antes de um ato com apoiadores.

Desde que deixou a Venezuela, Machado tem se reunido com líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da França, Emmanuel Macron. A líder de extrema-direita atua internacionalmente na tentativa de garantir influência nas decisões sobre o futuro do país, após o sequestro de Nicolás Maduro em janeiro.

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